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AUMENTO,
QUE AUMENTO?
Há
poucos dias fomos surpreendidos com o aumento de salário dos servidores
públicos estaduais. De início percebemos que a palavra AUMENTO,
tão bem estampada, não corresponde ao significado passando
a ser usada indevidamente. O que realmente estamos esperando não
se chama aumento e sim reposição de uma taxa inferior à
inflação acumulada no período, no entanto, os economistas
que trabalham a serviço do governo conhecem tão bem a força
da palavra AUMENTO e utilizam fartamente a certeza de ludibriar os trabalhadores.
O pior é que muitos, ou melhor, milhares deles mordem a isca e
passa achar que realmente teve AUMENTO.
Aumento sim, de responsabilidades, cobranças e mais cobranças
no cumprimento do dever, os direitos, são reduzidos progressivamente.
Propostas e mais propostas são enviadas para Assembléia
de Legislativa na esperança de reduzir algumas vantagens adquiridas
ao longo de muitas lutas trabalhistas, muitas delas chegam a ser votadas
e o grupo do governo na intenção de agradar o governador
vota a favor sem pensar no que pode prejudicar o trabalhador, mas a cada
quatro anos estamos aposentando um governador com um salário altíssimo.
Nestes casos o Estado tem sempre condições de aposentar
e pagar os vencimentos desses políticos.
É tanto o descaso por parte de nossos parlamentares, que na ocasião
da votação da Lei de Diretrizes e Bases chegaram a Brasília
comitivas de todos os estados do Brasil a fim de falar com os deputados,
apesar de ter-se marcado hora com a bancada pernambucana, estranhamente
não foi encontrado nenhum deles, apenas o deputado Sr. Gilsom Machado
atendeu ao telefone e respondeu claramente:
- “Você está aqui vendendo o peixe, eu compro se quiser”.
Os demais não chegaram nem a atender ao telefone.
Diante dessa resposta podemos ver como são tratadas essas pessoas,
quando procuram cobrar dos nossos governantes alguma atitude mais séria.
Outra questão gritante são as taxas e impostos do governo.
Se observarmos as tarifas de água, luz, gás e telefone vemos
os aumentos, tão altos e os seus índices estão superiores
as reposições salariais, portanto, as questões de
salários, sejam no governo Federal, Estadual e Municipal são
vistas de forma tão irreal, deixando os funcionários cada
vez mais pobres.
“MULHERES, NADA DISSO, NÓS SOMOS É SUPER-MULHERES!”
Quando se casa, a mulher não imagina o corre-corre que vai enfrentar.
Pensa apenas que será feliz para sempre junto do seu bem amado,
os filhos serão a coroação deste amor e o marido,
seu príncipe encantado. Com o passar dos anos, chega-se à
conclusão que “o lar doce lar”, que o príncipe
não tão encantado assim e que os filhos não são
o troféu deste amor...
Na realidade o casamento traz consigo uma rotina muito desgastante, uma
realidade muito dura e de “quebra” muito trabalho e responsabilidade.
A mulher buscou sua independência e junto com ela veio o desdobramento
das responsabilidades e do trabalho. Pela manhä deverá providenciar
tudo o que será necessário para seu dia. Alimentação,
fardamento dos filhos, roupas para o esposo, arrumação da
casa, distribuição de tarefas, e ainda uma previsão
das despesas. Imediatamente, ela que vivia apenas para o fogão
tornou-se polivalente. Desempenha inúmeras funções
dentro do seu lar tão sonhado. Exerce o papel de economista, para
transformar o salário em algo que deverá suprir as necessidades
de todos que formam a família; enfermeira para não dizer
médica, para cuidar dos filhos e do marido a cada gripe ou mesmo
uma infecção mais profunda; psicóloga, para compreender
e justificar todos os problemas emocionais dos componentes da sua prole;
acumula as atividades domésticas, que compreender entre cozinhar,
lavar, passar ferro em roupa, costurar, bordar, cuidar dos filhos, cuidar
do marido, programar os fins de semana para não serem tão
chatos, animar a família, pregar uma religião, informar
sobre os últimos acontecimentos e além de todas essas funções
que exerce dentro de sua casa, ainda deve trabalhar fora para colaborar
nas despesas da família, quando não mantém a casa
por completo.
Depois de toda essa correria ainda tem marido que diz: - “A minha
mulher não faz nada!”
Não encontrei ainda pelas minhas andanças, nenhum trabalhador
tão competente que tenha desenvolvido tantas funções
ao mesmo tempo, sem ao menos tropeçar ou mesmo atropelar nenhuma
delas.
Corre, lava, passa, compra, trabalha fora, e depois de tantas atividades,
no final do dia ainda oferece todo carinho para aquele que diante do altar
jurara amor eternamente, na saúde ou na doença, na alegria
ou na dor.
Acredito que ser mulher, hoje, com todas as responsabilidades que isso
acarreta, nos dar o direito de dizer ao nosso companheiro.
“Mulheres, nada disso, nós somos é super-mulheres!”
CUIDADOS À VISTA
Depois do dia das mães, vem o dia dos namorados, numa tentativa
quase inútil de se conseguir vender mais. O comércio cria
várias opções e apela para a aquisição
de mais clientes. São propostas de prêmios de carro, casa
com mobília, viagens de lua- de- mel e tantas alternativas que
deixam o consumidor cada vez mais atrapalhado e no final confunde sem
condições o que lhes convém.
A propaganda leva as informações mais diversas de produtos
inclusive dos mais desconhecidos, aos mais usados. Tudo leva a crer que
o consumir é a palavra mais forte. Sabemos. Isto é, poucas
pessoas sabem que a propaganda gera necessidade que levam ao consumidor
esta carência de ter isso ou aquilo. Por outro lado a concorrência
entre pessoas vem sendo estimulada e cada dia se torna mais desejada,
muitas vezes sem a menor necessidade.
As crianças, os adultos, os jovens todos são considerados
um bom alvo, basta para que cada propaganda seja elaborada em cima do
que se pretende e a quem pretende atender, ou melhor, atingir. Acertar
com um tiro certeiro que faz de cada um o consumidor ideal. Existem pessoas
tão indefesas que consumem quase compulsivamente. É como
se alguma necessidade maior, interior, quase latente fosse despertada
e nada nem ninguém pudesse resolver, senão o consumo daquele
ou de outra mercadoria.
Justificativas são procuradas e até aceitas por demais pessoas
que não deseja o vício de comprar, mas na realidade toda
a propaganda neste ou naquele veículo faz jus a seu investimento,
pois dias depois as pessoas estão consumindo o produto anunciado.
Assim também são feitas as propagandas políticas
e talvez com muito mais cuidado, pois o produto anunciado geralmente já
é conhecido do público e sempre traz defeitos de fabricação.
Mas é necessário vender. Vender a imagem de homem bom; honesto,
trabalhador, e até de um ser acima de qualquer suspeita. Nestas
agëncias são fabricadas as melhores versões de super-homens
e mulheres. Ali são fabricados os mais diversos modelos, cada um
com mais utilidade que outro, até parece uma propaganda muito conhecida
de um produto de mil e uma utilidades.
É chegada a hora de ter muito cuidado com as propagandas enganosas,
pois caso você se engane na aquisição deste produto
político, não haverá PROCON, que dê jeito e
teremos quatro anos para consumir.
SOS. NATUREZA!
Já vimos notícias de pessoas retirando pedaços humanos
de lixo hospitalar para comer, já vimos pessoas morando em esgotos
e agora vimos centenas de pessoas sendo soterradas pelo lixo de uma grande
cidade. A indignidade me toma de tal forma que não sei explicar
mais ou ainda busco explicação sobre o que está acontecendo...
Será o fim dos tempos?
A negligência humana é tamanha que a cada situação
que nos deparamos fica cada vez mais difícil esclarecer, pois como
será possível solucionar tais situações?
Negligência das pessoas comuns e das autoridades. Os primeiros não
acreditam que as teorias, as informações científicas,
são verdadeiras e desafiam o perigo achando de forma simplória
que “isso não acontece comigo”; negligência das
autoridades porque não agem de forma consciente, correta esclarecendo
os perigos e retirando as pessoas desses lugares, onde oferece risco dos
mais diversos possíveis?
Será que o quantitativo de votos em uma eleição justifica
tamanha irresponsabilidade?
Estamos vivendo um período de muitas catástrofes, e ainda
não começou o inverno...
O que vem acontecendo em várias cidades brasileiras com os alagamentos,
em grande parte é proveniente do acúmulo do lixo. Os esgotos
comprometidos com o lixo deixado nas ruas pelas pessoas, que displicentemente
jogam desde a velha bituca de cigarro até as conhecidas garrafas
“pets”.
Aconteceu no Estado do Rio de Janeiro e em muitas outras cidades brasileiras,
as chuvas provocando catástrofes anunciadas e as pessoas insistem
em permanecer em lugares comprometidos pela segurança, alegando
falta de lugar para morar. Concordo, mas o sonho da casa própria
deve ser realizada com segurança e com compromisso das autoridades,
seja liberando para construção de pequenas casas e de condomínios
de luxo, pois muitos deles estão correndo o risco de desabamento,
devido as construções serem realizadas em locais de riscos.
A falta de compromisso do ser humano com a natureza é muito grande,
beirando a crueldade. Se nós não cuidamos de nossa rua,
de nosso quintal, como vamos cuidar da natureza e do planeta?
Temos que cuidar das pessoas, da natureza e consequentemente terá
de construir um mundo melhor; de um planeta com melhores condições
de vida, seja para o homem, para o animal e para os demais seres vivos.
CRIANÇA DE RUA OU CRIANÇA NA RUA?
(Graças a Deus) Não temos em nossa cidade, apesar da desorganização
social, crianças de rua. Temos um número significativo de
crianças na rua.
A diferença se dá entre uma e outra qualificação
pelo fato de nossas crianças terem pais, casa para morar, às
vezes estudam... As outras são realmente jogadas na rua a mercê
do seu próprio destino. Nos dois casos temos um ponto em comum
– A irresponsabilidade dos pais que alegam a falta de trabalho...
Falta de condições e jogam seus filhos nas ruas, a fim de
conseguir algum alimento para eles que ficam em casa, dormindo, conversando
com os vizinhos e muitas vezes bebendo. Utilizam-se de seus filhos para
sustentar a sua preguiça, expondo-os aos mais terríveis
destinos. Sabendo eles que estão traçando um péssimo
futuro para seus filhos.
Oportunismo, falta de informação, preguiça, não
sei denominar tal atitude, só sei dizer que somos coniventes com
esse problema social.
Jogamos para a sociedade. Mas quem é a sociedade?
- Somos nós.
Jogamos para o governo; - Quem é o governo?
- Somos nós, pois fomos nós que votamos ou não. Somos
nós que devemos cobrar atitudes.
- Preferimos jogar para Deus, alegando que é Deus que quer assim.
Muito cômodo!.
- Mas Deus, em sua grandiosidade, fez o homem a sua imagem e semelhança,
entretanto não seguimos os seus ensinamentos.
Enfim pra quem jogamos agora? A responsabilidade é nossa; é
de todos nós. Cada um tem sua parcela de culpa.
A sociedade que para se ver livre daquele pedinte, que muitas vezes chega
sujo em sua porta, resolve dar uma ajuda o mais rápido possível
para tirar aquele farrapo humano dali.
O governo que organiza um trabalho de serviço social competente,
e sem o menor conhecimento das Ciências Sociais vai fazendo assistencialismo,
porque não é de seu interesse acabar com a miséria,
porque senão na próxima eleição não
terá mais o que prometer. E como será reeleito?
Se formos feitos a imagem e semelhança de Deus, falta-nos colocar
em prática também os seus ensinamentos o primeiro deles
é o de que “ganharás o pão com o suor do teu
rosto”. Mas tem muita gente querendo ganhar o pão com o suor
do rosto do seu semelhante uns explorando e outros pedindo.
Estamos em uma época onde o respeito pelo ser humano está
cada vez mais diminuindo, caminhando para o caos.
Resta a cada um de nós a colocação deste respeito
acima de tudo.
Respeito por nós e pelos outros. Dar esmolas é uma falta
de respeito ao ser humano. Pedir esmolas é outra. Não podemos
corrigir um erro com outro se deixamos de dar esmolas às pessoas
vão passar a pedir trabalho e com certeza encontrarão.
Estamos atravessando uma crise pela falta de trabalho nas roças
em contra partida temos muitos domésticos.
As pessoas que desejam trabalhar encontram sempre...
Por que não falta serviço para quem é trabalhador.
Ao invés de alimentar o filho, devemos dar trabalho aos pais e
assim o problema será sanado.
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