Acadêmica Celina Ferro
   
Celina Ferro
 

---------------------------------------------------------------------------

AUMENTO, QUE AUMENTO?

 


Há poucos dias fomos surpreendidos com o aumento de salário dos servidores públicos estaduais. De início percebemos que a palavra AUMENTO, tão bem estampada, não corresponde ao significado passando a ser usada indevidamente. O que realmente estamos esperando não se chama aumento e sim reposição de uma taxa inferior à inflação acumulada no período, no entanto, os economistas que trabalham a serviço do governo conhecem tão bem a força da palavra AUMENTO e utilizam fartamente a certeza de ludibriar os trabalhadores. O pior é que muitos, ou melhor, milhares deles mordem a isca e passa achar que realmente teve AUMENTO.

Aumento sim, de responsabilidades, cobranças e mais cobranças no cumprimento do dever, os direitos, são reduzidos progressivamente.
Propostas e mais propostas são enviadas para Assembléia de Legislativa na esperança de reduzir algumas vantagens adquiridas ao longo de muitas lutas trabalhistas, muitas delas chegam a ser votadas e o grupo do governo na intenção de agradar o governador vota a favor sem pensar no que pode prejudicar o trabalhador, mas a cada quatro anos estamos aposentando um governador com um salário altíssimo. Nestes casos o Estado tem sempre condições de aposentar e pagar os vencimentos desses políticos.
É tanto o descaso por parte de nossos parlamentares, que na ocasião da votação da Lei de Diretrizes e Bases chegaram a Brasília comitivas de todos os estados do Brasil a fim de falar com os deputados, apesar de ter-se marcado hora com a bancada pernambucana, estranhamente não foi encontrado nenhum deles, apenas o deputado Sr. Gilsom Machado atendeu ao telefone e respondeu claramente:

- “Você está aqui vendendo o peixe, eu compro se quiser”.
Os demais não chegaram nem a atender ao telefone.
Diante dessa resposta podemos ver como são tratadas essas pessoas, quando procuram cobrar dos nossos governantes alguma atitude mais séria.
Outra questão gritante são as taxas e impostos do governo. Se observarmos as tarifas de água, luz, gás e telefone vemos os aumentos, tão altos e os seus índices estão superiores as reposições salariais, portanto, as questões de salários, sejam no governo Federal, Estadual e Municipal são vistas de forma tão irreal, deixando os funcionários cada vez mais pobres.


“MULHERES, NADA DISSO, NÓS SOMOS É SUPER-MULHERES!”

Quando se casa, a mulher não imagina o corre-corre que vai enfrentar. Pensa apenas que será feliz para sempre junto do seu bem amado, os filhos serão a coroação deste amor e o marido, seu príncipe encantado. Com o passar dos anos, chega-se à conclusão que “o lar doce lar”, que o príncipe não tão encantado assim e que os filhos não são o troféu deste amor...
Na realidade o casamento traz consigo uma rotina muito desgastante, uma realidade muito dura e de “quebra” muito trabalho e responsabilidade. A mulher buscou sua independência e junto com ela veio o desdobramento das responsabilidades e do trabalho. Pela manhä deverá providenciar tudo o que será necessário para seu dia. Alimentação, fardamento dos filhos, roupas para o esposo, arrumação da casa, distribuição de tarefas, e ainda uma previsão das despesas. Imediatamente, ela que vivia apenas para o fogão tornou-se polivalente. Desempenha inúmeras funções dentro do seu lar tão sonhado. Exerce o papel de economista, para transformar o salário em algo que deverá suprir as necessidades de todos que formam a família; enfermeira para não dizer médica, para cuidar dos filhos e do marido a cada gripe ou mesmo uma infecção mais profunda; psicóloga, para compreender e justificar todos os problemas emocionais dos componentes da sua prole; acumula as atividades domésticas, que compreender entre cozinhar, lavar, passar ferro em roupa, costurar, bordar, cuidar dos filhos, cuidar do marido, programar os fins de semana para não serem tão chatos, animar a família, pregar uma religião, informar sobre os últimos acontecimentos e além de todas essas funções que exerce dentro de sua casa, ainda deve trabalhar fora para colaborar nas despesas da família, quando não mantém a casa por completo.
Depois de toda essa correria ainda tem marido que diz: - “A minha mulher não faz nada!”

Não encontrei ainda pelas minhas andanças, nenhum trabalhador tão competente que tenha desenvolvido tantas funções ao mesmo tempo, sem ao menos tropeçar ou mesmo atropelar nenhuma delas.
Corre, lava, passa, compra, trabalha fora, e depois de tantas atividades, no final do dia ainda oferece todo carinho para aquele que diante do altar jurara amor eternamente, na saúde ou na doença, na alegria ou na dor.
Acredito que ser mulher, hoje, com todas as responsabilidades que isso acarreta, nos dar o direito de dizer ao nosso companheiro.
“Mulheres, nada disso, nós somos é super-mulheres!”


CUIDADOS À VISTA


Depois do dia das mães, vem o dia dos namorados, numa tentativa quase inútil de se conseguir vender mais. O comércio cria várias opções e apela para a aquisição de mais clientes. São propostas de prêmios de carro, casa com mobília, viagens de lua- de- mel e tantas alternativas que deixam o consumidor cada vez mais atrapalhado e no final confunde sem condições o que lhes convém.

A propaganda leva as informações mais diversas de produtos inclusive dos mais desconhecidos, aos mais usados. Tudo leva a crer que o consumir é a palavra mais forte. Sabemos. Isto é, poucas pessoas sabem que a propaganda gera necessidade que levam ao consumidor esta carência de ter isso ou aquilo. Por outro lado a concorrência entre pessoas vem sendo estimulada e cada dia se torna mais desejada, muitas vezes sem a menor necessidade.
As crianças, os adultos, os jovens todos são considerados um bom alvo, basta para que cada propaganda seja elaborada em cima do que se pretende e a quem pretende atender, ou melhor, atingir. Acertar com um tiro certeiro que faz de cada um o consumidor ideal. Existem pessoas tão indefesas que consumem quase compulsivamente. É como se alguma necessidade maior, interior, quase latente fosse despertada e nada nem ninguém pudesse resolver, senão o consumo daquele ou de outra mercadoria.
Justificativas são procuradas e até aceitas por demais pessoas que não deseja o vício de comprar, mas na realidade toda a propaganda neste ou naquele veículo faz jus a seu investimento, pois dias depois as pessoas estão consumindo o produto anunciado.
Assim também são feitas as propagandas políticas e talvez com muito mais cuidado, pois o produto anunciado geralmente já é conhecido do público e sempre traz defeitos de fabricação. Mas é necessário vender. Vender a imagem de homem bom; honesto, trabalhador, e até de um ser acima de qualquer suspeita. Nestas agëncias são fabricadas as melhores versões de super-homens e mulheres. Ali são fabricados os mais diversos modelos, cada um com mais utilidade que outro, até parece uma propaganda muito conhecida de um produto de mil e uma utilidades.
É chegada a hora de ter muito cuidado com as propagandas enganosas, pois caso você se engane na aquisição deste produto político, não haverá PROCON, que dê jeito e teremos quatro anos para consumir.


SOS. NATUREZA!


Já vimos notícias de pessoas retirando pedaços humanos de lixo hospitalar para comer, já vimos pessoas morando em esgotos e agora vimos centenas de pessoas sendo soterradas pelo lixo de uma grande cidade. A indignidade me toma de tal forma que não sei explicar mais ou ainda busco explicação sobre o que está acontecendo...
Será o fim dos tempos?
A negligência humana é tamanha que a cada situação que nos deparamos fica cada vez mais difícil esclarecer, pois como será possível solucionar tais situações?
Negligência das pessoas comuns e das autoridades. Os primeiros não acreditam que as teorias, as informações científicas, são verdadeiras e desafiam o perigo achando de forma simplória que “isso não acontece comigo”; negligência das autoridades porque não agem de forma consciente, correta esclarecendo os perigos e retirando as pessoas desses lugares, onde oferece risco dos mais diversos possíveis?
Será que o quantitativo de votos em uma eleição justifica tamanha irresponsabilidade?
Estamos vivendo um período de muitas catástrofes, e ainda não começou o inverno...
O que vem acontecendo em várias cidades brasileiras com os alagamentos, em grande parte é proveniente do acúmulo do lixo. Os esgotos comprometidos com o lixo deixado nas ruas pelas pessoas, que displicentemente jogam desde a velha bituca de cigarro até as conhecidas garrafas “pets”.
Aconteceu no Estado do Rio de Janeiro e em muitas outras cidades brasileiras, as chuvas provocando catástrofes anunciadas e as pessoas insistem em permanecer em lugares comprometidos pela segurança, alegando falta de lugar para morar. Concordo, mas o sonho da casa própria deve ser realizada com segurança e com compromisso das autoridades, seja liberando para construção de pequenas casas e de condomínios de luxo, pois muitos deles estão correndo o risco de desabamento, devido as construções serem realizadas em locais de riscos.
A falta de compromisso do ser humano com a natureza é muito grande, beirando a crueldade. Se nós não cuidamos de nossa rua, de nosso quintal, como vamos cuidar da natureza e do planeta?
Temos que cuidar das pessoas, da natureza e consequentemente terá de construir um mundo melhor; de um planeta com melhores condições de vida, seja para o homem, para o animal e para os demais seres vivos.
CRIANÇA DE RUA OU CRIANÇA NA RUA?
(Graças a Deus) Não temos em nossa cidade, apesar da desorganização social, crianças de rua. Temos um número significativo de crianças na rua.
A diferença se dá entre uma e outra qualificação pelo fato de nossas crianças terem pais, casa para morar, às vezes estudam... As outras são realmente jogadas na rua a mercê do seu próprio destino. Nos dois casos temos um ponto em comum – A irresponsabilidade dos pais que alegam a falta de trabalho... Falta de condições e jogam seus filhos nas ruas, a fim de conseguir algum alimento para eles que ficam em casa, dormindo, conversando com os vizinhos e muitas vezes bebendo. Utilizam-se de seus filhos para sustentar a sua preguiça, expondo-os aos mais terríveis destinos. Sabendo eles que estão traçando um péssimo futuro para seus filhos.
Oportunismo, falta de informação, preguiça, não sei denominar tal atitude, só sei dizer que somos coniventes com esse problema social.
Jogamos para a sociedade. Mas quem é a sociedade?
- Somos nós.
Jogamos para o governo; - Quem é o governo?
- Somos nós, pois fomos nós que votamos ou não. Somos nós que devemos cobrar atitudes.
- Preferimos jogar para Deus, alegando que é Deus que quer assim. Muito cômodo!.
- Mas Deus, em sua grandiosidade, fez o homem a sua imagem e semelhança, entretanto não seguimos os seus ensinamentos.
Enfim pra quem jogamos agora? A responsabilidade é nossa; é de todos nós. Cada um tem sua parcela de culpa.
A sociedade que para se ver livre daquele pedinte, que muitas vezes chega sujo em sua porta, resolve dar uma ajuda o mais rápido possível para tirar aquele farrapo humano dali.
O governo que organiza um trabalho de serviço social competente, e sem o menor conhecimento das Ciências Sociais vai fazendo assistencialismo, porque não é de seu interesse acabar com a miséria, porque senão na próxima eleição não terá mais o que prometer. E como será reeleito?
Se formos feitos a imagem e semelhança de Deus, falta-nos colocar em prática também os seus ensinamentos o primeiro deles é o de que “ganharás o pão com o suor do teu rosto”. Mas tem muita gente querendo ganhar o pão com o suor do rosto do seu semelhante uns explorando e outros pedindo.
Estamos em uma época onde o respeito pelo ser humano está cada vez mais diminuindo, caminhando para o caos.
Resta a cada um de nós a colocação deste respeito acima de tudo.
Respeito por nós e pelos outros. Dar esmolas é uma falta de respeito ao ser humano. Pedir esmolas é outra. Não podemos corrigir um erro com outro se deixamos de dar esmolas às pessoas vão passar a pedir trabalho e com certeza encontrarão.
Estamos atravessando uma crise pela falta de trabalho nas roças em contra partida temos muitos domésticos.
As pessoas que desejam trabalhar encontram sempre...
Por que não falta serviço para quem é trabalhador.
Ao invés de alimentar o filho, devemos dar trabalho aos pais e assim o problema será sanado.

!

 

G