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PUXA
SACO OU BAJULADOR
Tenho medo e muito medo dos "julgamentos" que nossos irmãos
fazem, sentenciando seus semelhantes como "puxa saco ou bajulador".
É um título horrivel e perigoso para quem injustamente recebe.
No maior número de vezes a gente procura dá valor a alguém
por um testemunho ou a uma posição na sociedade onde vivemos
e somos taxados de bajuladores ou mesmo de interesseiros naquilo que o
outro possui, pouco importando tal coisa. Sempre que temos um sentimento
de estimular nosso semelhante para que ele progrida, cresça e vá
em frente com sua obra, tanto no mundo da literatura, quanto no mundo
da caridade, que não sabemos ou não temos condições
de fazer, é apenas no intuito de prestigiar, de dá força,
para que ele ponha em prática seu dom divino naquilo que se propõe.
É simplesmente o meu caso. Tenho prazer, que vem de dentro de mim,
sem mentira nenhuma, que vem lá de dentro do fundo do meu coração,
estimular o dom, posto em prática, daqueles que aproveitam todos
os meios para soltar no meio da sociedade humana, seu dom, estravazando
sua competência, sua capacidade intuitiva e prática de fazer
as coisas.
É muito bonito, queridos irmãos e amigos, ver por exemplo
o que vi na cidade de Cachoeirinha. Sei que é natural em toda parte,
mas, só, que ainda não tinha visto com tanta naturalidade
e comigo. Viajava eu, com alguns companheiros com destino a cidade formosa
de Caruaru(futura Capital pernambucana) vindo da minha pátria,
Bom Conselho. Paramos em Cachoeirinha numa das casas que vende carnes
e queijos gostosos. Saltei do meu elegante veículo, entrei na casa
comercial, olhei para os lados, muita gente por ali, uns em pé,
OUTROS SENTADOS. De "bonete" na cabeça, fazendo compras,
logo depois, fomos comer cuscús com leite e carne de sol e também
o saboroso café, já com açucar. Terminado tudo, e
tudo pago (café assim por 5,00). Agradecemos e fomos saindo. AO
SAIR E CHEGAR NO CARRO, chegou um cidadão, simples, cara de sofredor
me entregou uma folha de papel e disse: "isto é para o senhor,
nada a pagar". Olhei abismado, era a minha cara igualzinha com "bonete"
e tudo. Cópia fiel. Mas, ao sairmos ele disse: "caso queira
me dá alguma coisa..." E, infelizmente gaguejei, nada ofereci.
Porém, mostrei aos companheiros a minha caricatura, obra prima
daquele homem de Deus, e deixei no tabeliê do carro, juntinho ao
parabrisa. Durante a viagem todinha, o juizo me ardendo, como que um fogo
estivesse consumindo minha cabeça. Isso, porque, nunca me comportei
assim. Pois bem, fiz mais duas viagens a Caruaru, parando lá e
sem achar o superhomem da caricatura, já no propósito de
ir até o centro da cidade procurá-lo. Graças a Deus
na terceira ou quarta viagem, ele estava lá. Fui a ele, pedi desculpas
por não ter dado o merecido, gratifiquei-o muito bem, entreguei-o
a Deus e fui embora.
Está ai, nestas linhas um homem que merecia elogios e centenas
de elogios, sem bajular e puxar seu saco. Pois não é que
fui elogiar o homem no meio de amigos, um "saltou" e disse:
"deixa de besteira, esse povo não quer saber de elogios, quer
é dinheiro vivo". Fica aqui para o prestimoso leitor julgar
no bom sentido.
Com a graça de Deus.
Diác. EdjasmeTavares Lima (Di)
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