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INFELIZMENTE, SÓ VAI SE FOR OBRIGATÓRIO!
Estávamos certo dia, num dos nossos momentos exclusivos
de meditação, fazendo uma careação, sobre
o ensino
do jovem pelos idos da década de 40 e o ensino do jovem da atualidade.
É uma coisa interessante a diferença na formação
do jovem, quanto ao patriotismo na sua vida adulta. É bom relembrar
para que sirva de estímulo a essa gente, considerada o futuro do
Brasil. Patriotismo. Educação. Civilidade. Amor ao próximo.
Não estamos aqui, absolutamente, condenando a educação
atual. Jamais.
Não queremos dizer obrigatório, via chibata, castigo, etc.
Porém, forçar um pouquinho de nada. Tem um velho ditado
que ainda hoje se usa: “o brasileiro só obedece com obrigatoriedade,
forçado”. Fugindo um pouco nosso raciocínio, observemos
a Lei de Trânsito como ela é tão afetada.
Assim sendo, precisa acentuar bem no jovem (pelos sofredores professores
e pais) que temos uma Pátria amada, que precisamos zelar e defender.
Pelos idos da década de 40, as escolas públicas e particulares
primavam sempre pelo patriotismo, amor ao Brasil e a terra que nos viu
nascer. Bom Conselho era bom nisso. Suas escolas tinham nos seus horários
os momentos de aprender o Hino Nacional. Todos os alunos tinham a obrigação
de “decorar” o nosso empolgante Hino Brasileiro. Depois de
decorado, ensaiado, recebiam do professor de história a explicação,
o porquê da letra do hino. Em outro momento era a vez do Hino de
Pernambuco, depois o Hino do Município e da festa do padroeiro
(Igreja). Era emocionante quando aquela multidão de jovens cantava
com todo vigor esses hinos nas escolas, concomitantemente, nos desfiles
escolares. Pais desses alunos sentiam-se tão orgulhosos de seus
filhos que as lágrimas corriam em seus rostos ressequidos pelo
sol causticante do nordeste, principalmente nos grandes desfiles que os
educandários bonconselhenses apresentavam no grande desfile no
dia Sete de Setembro, grande dia da Pátria brasileira. Alguns,
entusiasticamente, exclamavam: “meu filho(a) vai ser um homem de
bem”.
No curso do ano escolar o Professor de História do Brasil, explicava
aos seus alunos as datas magnas que o país comemorava, principalmente,
história da Independência do Brasil – sete de Setembro
– deixando bem consciente no jovem o valor da liberdade e da independência
do cidadão, provocando, assim, no sentimento de cada um o amor
a Pátria, e no dia do desfile não vir com desculpas e rodeios,
para não participar do desfile.
Temos uma suposição que, se houvesse “um bafo de obrigatoriedade”,
mostrando ao jovem que ele é responsável, e precisamos muito
de homens com caráter, com dignidade e responsabilidade, a coisa
seria bem diferente. Reduzir o excesso de feriados ou coisas semelhantes,
aproveitando a energia física e mental desse povo tão bonito,
era muito fácil tira-los da preguiça, da bebida alcoólica
e da droga.
Sabe uma motivação excelente, nas férias, feriados
escolares, o educandário promover concurso com prêmios! Promover
passeios de estudos ecológicos ou arqueológicos, ocupando
sempre o jovem em algo que lhe sirva para o futuro, para o seu bem estar
na vida lá fora, tão carente de homens honestos, patrióticos
e amantes do próximo carente.
Fechando esse comentário, queremos acrescentar em tudo isso que,
sem a Instrução Religiosa, ou melhor, sem o evangelho, sem
a imitação de Cristo, fica manca a vida do jovem no seu
futuro. Notem em tudo isso dito acima o que os trustes e donos da mídia
fazem com os jovens, arriscando suas vidas: corridas desastrosas de automóvel,
moto, cavalo, jogos de baralho e de azar. Aos pais dos jovens da atualidade
deixo meu apelo: unam-se aos professores de seus filhos, escutai-os e
serão felizes.
Com a graça de Deus
Diác. Edjasme Tavares Lima
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