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MEU IRMÃO, PAULO TAVARES NO REINO DA GLÓRIA!
Diác. Edjasme Tavares Lima
Tomamos conhecimento hoje pelas 7 horas, dia 5 de fevereiro de 2010 da
triste notícia do falecimento do meu dileto e querido mano, Paulo.
Dando uma de “forte”, escutei a comunicação
e procurei me inteirar do ocorrido. Lá do seu mundo profissional
e social e familiar, Rio de Janeiro, hospitalizado, entregou sua alma
a Deus para que Este abraçasse sua causa e lhe desse um lugar de
refrigério e de paz, junto aos nossos queridos pais no seio de
Abraão.
Digo, com toda santa vaidade: Ao meu irmão querido e amado por
todos nós. Você foi um ser humano que soube desde sua juventude,
lutar por um lugar ao sol. Quando estávamos no mesmo teto, você
sempre me dizia: “mano, preciso sair daqui, preciso evoluir e a
nossa terra não tem condições de oferecer nada, e
pelo que penso, idealizo e tenho vontade de alcançar, outro ambiente”.
Lembro-me na nossa adolescência, você fugiu de casa e foi
parar nas redondezas da cidade de Águas Belas, PE, quando nosso
exemplar genitor, tomou conhecimento, celou seu cavalo de estimação
e entregou a um seu compadre e amigo para ir lhe buscar. Lá está
você de volta ao nosso lar.
Sei perfeitamente como você era dinâmico, empreendedor, um
fantástico fazedor de amigos e bastante compreensivo. Nós
em casa, tínhamos absolutos respeito aos nossos pais, segundo a
tradição daquela época, pois, nosso pai, era severo,
muitíssimo católico e organizado. Mas, não impediu
de você dá a segunda fugida, desta vez, foi com seu bom amigo
de infância, “Zito A Pata”, foram parar em Salvador,
Bahia. Lá foi até vendedor, junto com ele, de tabuleiro
de cocadas. E, de lá partiu para o Rio de Janeiro. Terra que lhe
acolheu, e até hoje lhe acatou com carinho, quando, através
de nosso tio, Abílio (Oficial da Policia Militar) lhe incorporou
na PMRJ. Como você era desembaraçado, estive ai nos idos
de dezembro de 1949 a fevereiro de 1950, olhava para você, um soldado
“raso”, porém, alegre e feliz. Meu mano querido, você
deixou HISTÓRIA, você deixou bom exemplo de homem de bem,
honesto, acolhedor, respeitador e afetuoso pai de família. Ante
a nossa comunicação, sei do seu comportamento como bom e
disciplinado militar nas hostes de sua corporação. Lá,
está sua história, no seio de seus conterrâneos, ai
na antiga Capital da República, onde deixou escrito e marcado no
coração de seus bons e conceituados amigos como se fabrica
amizade e amor ao próximo.
Paulo, meu Paulo, Paulo de sua esposa e filhos; Paulo, Presidente Vitalício
dos Papacaceiros residentes nesse mundo tão agitado; Paulo de nossa
irmã Nara, a quem lhe tinha tanto carinho quando na sua casa você
chegava. Paulo, meu Paulo, jamais, esqueceremos como você se sentia
bem nas nossas casas, quando por aqui passava, usando-nos como se fosse
ao seu lar no aconchego familiar. Paulo, meu afeiçoado irmão,
sua presença em nosso meio foi de excelente testemunho de homem
correto, destemido e amoroso. Como você usou toda a força
do seu carinho para com nossa família daqui deste Nordeste, ao
ser aposentado por força do Governo Revolucionário ao defender
os colegas no ato democrático, sem ser agitador, ser traidor, e
nesse ínterim, por força do ambiente que fez na corporação,
recebeu a aposentadoria com todas as honras e a merecida promoção,
e nada comentou de seu sofrimento, até quando tudo voltou à
normalidade e tomamos conhecimento, só, e simplesmente para não
fazermos sofrer com você. Paulo, meu inesquecível irmão,
foi ai, onde fiz a conecção entre o que você me dizia
na nossa adolescência e os acontecimentos posteriores. Ser um Oficial
da reserva, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, com portas abertas,
acesso livre no que fosse possível, e ter para convivido com o
Comando Geral dessa Gloriosa, patriótica e destemida Polícia
Militar, foi á resposta do seu dom que acima descrevemos. Paulo,
meu bom irmãozinho que hoje estás na presença do
Senhor dos Exércitos, teu galardão, receberás do
seu Comandante em Chefe, neste momento de tua partida, do nosso Deus todo
Poderoso e Misericordioso, lá no céu. Aqui, deixastes tua
folha de serviço prestada na corporação terrestre,
hoje, preste sua nata alegria de viver no Exército Divino, ao lado
do Senhor Nosso Deus.
És insubstituível, sua ausência, porém, para
àqueles que amam o Senhor e sabe da Verdade, estamos aqui neste
mundo de passagem e compreende a tua partida. Meu beijo e meu abraço,
e de toda minha e nossa família.
Não fomos ficar ao seu lado até o túmulo, porque
o nosso estado de saúde, meu e de nossa irmãzinha Nara,
impediam tal providência.
Com a graça de Deus – Nossas saudades.
Diác. Edjasme Tavares Lima.
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