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MEU
DEUS, COMO É BOM, SER BOM!
Acreditem! Estou acanhado, no meu humilde lugar que Deus me reservou.
Na minha simplicidade, como O Senhor consentiu. Depois dessa minha comunicação
com todos vocês na Academia Virtual ou não, cheguei a conclusão
que ainda sou amado(excetuando, é claro, meus familiares). Auto-exibição,
auto-elogio e coisas parecidas não fazem parte do meu blog (estou
ficando moderno, falando em blog).
Agradeço humildemente a todos vocês que têm citado
meu nome elogiosamente - Lucinha Peixoto, Pedro Ramos, José Fernandes,
O Andarilho, Ana Luna - e tantos outros. Tenho comigo que, quaisquer atos
de estímulo, orientação ou aconselhamento é
tal qual como tirar um homem de bem da marginalidade social oferecendo-lhe
apoio moral ou financeiro, soerguendo-o. É um tônico. Recebi
e recebo esse tônico para o meu bem.
Queridos amigos, com os comentários dos meus doces conterrâneos
(não são os doces da tia Joventina e nem os de d. Luzia
mãe de Amabília do Corredor) fico passeando nas calçadas
do passado, olhando a vitrine da Escola Pratt de Datilografia, com aquele
teclado todo com suas cabecinhas cobertas e amarradas com paninhos pretos
para que os alunos quando saissem dali, saissem igual a mim e a minha
prima-irmã Rute, hábeis datilografos com condições
de fazerem concursos ou trabalharem com segurança onde chegarem.
Olhando aquela vitrine da Escola Particular de d. Pautilia ou de d. Luiza
Preta, onde a palmatória era a solução da aprendizagem.
Olhando a vitrine dos brinquedos na rua do Corredor, do carro de tábuas
(o dono chegava com um carro desses para brincar novinho, grande, bonito,
cabia dois ou três meninos montados) e os nossos, pequeneninhos,
malmente um sentado e encolhido, para dispararmos de ladeira abaixo, descendo
da rua S. Sebastião pelo oitão da Igreja, cruzando a rua
Dantas Barreto, descendo na esquina de José Eudoxio até
em baixo em frente a casa do sr. Luiz Siqueira (bodega). MAS... tinha
uma exigência do dono do carro grande, novo e bonito, só
montava na garupa do seu carro para corrida, quem desse uma mordida no
pedaço de cebo de boi ou de carneiro que estava em sua mão
(o cebo era o lubrificante dos eixos do carro), além dos outros
encarregados de empurrar o veículo puxado a feijão. Dentre
outros estava este aqui, vosso amigo. Olhando a vitrine das nossas brincadeiras
noturnas, antes do grito de recolher de nossas amadas mãezinhas,
brincando de brigas simuladas, para quem chegasse depois, num local meio
escuro, segurasse num pedaço de pau sujo de cocô, e tudo
se transformasse numa verdadeira algazarra sem nenhuma maldade. Olhando
a vitrine nos finais das brincadeiras noturnas (até 20 ou 21 horas)
na brincadeira de "esconde/esconde", quando o grupo ficava escondido
e o outro encarregado de procurar não o fazia, e ao se apresentarem
os que estavam escondidos e ninguém iria procurá-los, a
resposta era a cantiga: "taqui, taqui, taqui" era a turma do
encerramento da brincadeira, "dando o dedo" ao outro grupo,
dizendo que não existia mais a diversão e que todos iriam
para casa dormir.
Em tudo isso, finalizo, exerci um ensinamento que aprendi no catecismo
na Igreja de S. Sebastião na minha infância lá na
rua do Corredor, e depois, na minha ordenação como Diácono
da Igreja Católica sob a imposição das mãos
do Bispo D. Antonio Soares Costa, ora falecido, na cidade de Caruaru:
imite Jesus, sede HUMILDE E OBEDIENTE. E isso já era a ordem em
casa de meu pai Gabriel Tavares. Com toda essa humildade, agradeço-vos
meus estimados amigos
Com a graça de Deus
Diácono Edjasme
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