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SENSATO
Tornar-se
um Ser é um processo em formação. À medida
que vamos nos tornando, sentimos que vamos envelhecendo. Envelhecendo,
você é mortal. Amadurecendo você se torna imortal.
O amadurecimento é um processo contínuo, não existe
idade certa para tal. Não há nenhum ponto final, nem mesmo
um ponto e vírgula em qualquer lugar... Ele segue sem parar. O
Universo é infinito. Assim é a possibilidade de seu amadurecimento.
Com o amadurecimento ganhamos muitos troféus em forma de virtudes
e são estas virtudes que nos acompanham a vida inteira. Uma das
virtudes que advém com o amadurecimento é o de ser sensato.
Na atual conjuntura nota-se uma falta de uso desta virtude.
Mas, o que é realmente ser sensato? O que implica quando se aplica
esta virtude no seu dia a dia?
Ser sensato é ser objetivo em suas conversas, dizendo realmente
o que pensa e baseando seus argumentos no raro e desprestigiado bom senso.
Quanto mais vivemos, mais interagimos nesta imensa rede de relacionamentos.
E nota-se em consenso geral que ser sensato nos dias atuais está
fora de uso. Não precisamos rebuscar muito para atestarmos esta
verdade. Basta lermos os jornais ou assistirmos aos telejornais.
Ser sensato está tornando-se uma minoria. E esta minoria para poder
sobreviver acasalou-se com os insensatos e formaram gerações
híbridas, e o que poderia resultar de uma boa fusão, não
houve gene dominante suficiente e gerou-se a maioria dominante de insensato.
Assim apareceu a insensatez, que já foi tema de música,
e passou a ser o gene dominante em nossos dias. Restam ainda poucos sensatos.
E não é difícil reconhecê-los.
O ser sensato age de forma obvia, conhece como ninguém o seu espaço
na sociedade e cumprir as leis não é uma coisa careta, mas
uma parte facilitadora do seu dia a dia. O ser sensato sempre sabe o caminho
certo e curto para atingir seu objetivo, não titubeia em perguntas
e respostas vãs. Não se incomoda em ser simples no viver
diário, pode até não concordar com muita coisa que
ouve, ou lê por aí, mas nem por isso entra no cordão
da discordância. Aprendeu a compreender as diferenças. O
sensato é um privilegiado, pois aprendeu a trazer para a sua vida
aquilo que realmente tem conteúdo e com isso valoriza a máxima
que diz que a vida é muito curta para ser pequena.
O ser sensato sente-se por vezes um peixe fora d “água, mas
mesmo assim aprendeu a respirar fora dela; aprendeu desde cedo a obedecer
a regras ancestrais, como valorizar o que é emocional e desprezar
o que é pequeno e mesquinho”.
Hoje temos poucos seres sensatos. Esta classe está em extinção,
e o pior que não há no horizonte nenhuma campanha de salvação.
Vamos salvar os sensatos!
Vamos acordar para isso?
Vamos fazer uma campanha interna e despertar o ser sensato que está
adormecido em nós?
Pensemos nisso.
RJ 07.04.10
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