"COLÔNIA RIO DE JANEIRO" GILDO PÓVOAS




CATEGORIA DE PESSOAS


Observando,ouvindo,acompanhando pessoas, vou criando um substrato para o que escrevo. Tenho observado que as pessoas, infelizmente, estão se posicionando em três grandes categorias:

-As que querem tudo.

-As que querem, mas, faça por mim!

-As que se autoprojetam

As que querem tudo são pessoas com habilidades mil, resolvem escolher caminhos dobeis para percorrer. E nesta loucura pensam que vão chegar mais cedo aos objetivos. Armam-se de bagagens e manuais como se isso fosse atenuar a sua jornada e as levassem logo, logo ao pedestal de suas conquistas. Geralmente estas pessoas atropelam tudo e todos a sua volta para atingir o que querem. Ética é uma postura que não está no seu manual de sobrevivência e bem viver.

As que querem, mas, faça por mim! Estas procuram a maneira mais fácil de trilhar a vida. Não vivem. Sempre ficam na superfície da vida, como diz o mineiro: ”comendo a vida pelas beiradas”. São pessoas superficiais. Não agüentam o tranco que a vida traz. No primeiro momento em que se apresenta uma dificuldade, se desesperam, se lastimam, sempre recorrem aos outros para resolver os seus problemas. Não agüentam a dor. Agarram-se ao problema e ficam ruminando, alimentando a própria “má sorte”, entram em um processo de vitimização que chega ao nível de absurdo.

As que se autoprojetam. São as que não vivem a sua vida. Autoprojetam-se no outro de maneira negativa. Tudo que o outro faz de bom, é motivo de crítica e de inveja. A sua energia densa não é capaz de reconhecer no outro a si mesmo. Não tem forças externas para manifestar o desejo. Introjeta a maneira de viver. Tudo que o outro faz, surge como agressão, pois ela sempre pensa que quem deveria está realizando era ela e não o outro.

E neste intrincado da vida, os rumos escolhidos não são os mais fáceis, pois as três categorias esquecem que a sabedoria do viver não é acumular anos, mas amadurecer com os anos. E amadurecer talvez, também, seja descobrir que perdas, dores, solidão, nos torna mais fortes, que por vezes, não podemos entrar em padrões de identificação com coisas, palavras e atos que chegam até nós. Muitas, mas muitas vezes, aborrecemo-nos porque tomamos algo como pessoal. E não tomar como pessoal, não significa ser passivo diante da situação. Isso é amadurecer. Amadurecer significa também, sempre mudar de canal cada vez que a sua mente esteja sintonizada em um canal que está lhe trazendo sofrimento. Tenha sempre o controle remoto de sua vida às mãos. Aprenda a “zapear” nesta imensidão de canais que a vida oferece. Não escolha nenhuma categoria para viver. Flua e pare de brigar com você e com o mundo. Aprenda a ver além. Tudo tem mais que dois aspectos.
O grande mal da humanidade hoje é que ela deixou de pensar com a mente do coração e está pensando com a mente do cérebro.

Não vamos perder tempo então, pois, mais vale à pena envelhecer que emburrecer.

Vamos pensar com a mente do coração.
RJ 05.10.11