COLUNA "José Fernandes Costa"
 





Poema sem nome
(Reles imitação de decassílabo):

Menina cheia de graça

domina meu coração

ela vindo, vem e passa

me deixa na solidão

mexe com meus sentimentos

é causa dos meus tormentos

este homem desatina

fica triste, dorme mal

nessa luta desigual

pois só vê essa menina.

Que faço para atraí-la

nem sei por onde começo

vou à cidade e à vila

mas seu amor eu não peço

amor não é objeto

ganhar carinho e afeto

são coisas do coração

e com isso não se brinca

do contrário a casa trinca

só fica a desilusão.


Também não vou desistir

dessa mulher conquistar

vale a pena persistir

mesmo tendo de esgotar

a busca por esse amor

não vou sofrer essa dor

não esqueço a graça dela

tenho sede de conquista

quer no salão, quer na pista

morro de pé quem nem vela.

Em tudo sou orgulhoso

não suporto indiferença

mas o ganho é saboroso

juntando esperança e crença

quando essa mulher despertar

corações vão se encontrar

com um sabor de vitória

não há mal que não se cure

nem bem que sempre perdure

são exemplos da história.

Não me entrego antes da luta

nem vou ser misterioso

e não vale a força bruta

no amor sou carinhoso

vejo nessa dimensão

as coisas do coração

que não se pode forçar

nem ter indelicadeza

não se agride a natureza

o bom mesmo é conquistar.

Tendo que finalizar

não mais me vou estender

pra platéia não cansar

nem esse rumo eu perder

pra que fazer fantasia

quando o bom da poesia

decassílabo ou redondilha

poeta tem que entender

se o amor é pra valer

traduz-se numa sextilha.