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Vitória - 8/10
Acabamos de sair de uma eleição
municipal. Bom Conselho deu prova de maturidade política. Elegeu
Judith, prefeita. E escolheu Ivete e Léa, para a câmara.
Tudo isso com expressiva votação. Elas merecem. O povo de
Bom Conselho entendeu que a alternância no poder é necessária
e deve ser posta em prática.
Só se deve manter um governante à frente dos nossos destinos,
quando a sua aprovação é muito significativa. Quando
ele desagrada mais do que agrada, deve dar lugar a outro. E Bom Conselho
decidiu por uma mulher. E decidiu muito bem. Acreditamos na capacidade
e criatividade das mulheres. Elas estão em todos os lugares. Estão
ocupando postos que eram privativos dos homens. Porque os homens sempre
impuseram condição inferior às mulheres. Os homens
sempre quiseram ser superiores.
Mas é apenas pretensão dos marmanjos. Porque eles não
são superiores às mulheres. Só o são na força
física. Se estiverem com saúde. No mais, um precisa do outro.
São pessoas iguais. Só muda a fisiologia. Deus os fez para
ajudar um ao outro. São grandezas que se completam. No trabalho,
no amor, no sexo, em tudo. E Deus pensou nesse tudo e fez bem feito.
E Judith vai precisar de homens e mulheres para governar em prol do povo
da nossa cidade. Isso é verdade cristalina. Por que um iria excluir
o outro? Nem pensar. Já foi dito acima: os dois gêneros se
completam.
Mulher dirige caminhão e dirige o Supremo Tribunal Federal. Mulher
é governadora de Estado, presidente de Repúblicas, prefeita,
enfermeira, médica, gari, cozinheira, delegada de polícia,
juíza. Mulher está no Ministério Público,
nas funções mais nobres e também nas funções
mais humildes. Mais: muitos homens estão requerendo pensão
alimentícia às mulheres. E elas pagam pensão alimentícia,
se o juiz assim determinar.
E depois de um dia estafante de trabalho, a mulher volta para o aconchego
do lar e dá conta dos afazeres domésticos. Mesmo aquelas
que dispõem de empregadas (os), têm de supervisionar tudo.
O trabalho da mulher é mais do que dobrado. Mulher engravida e
tem parto. A alegria aumenta quando o filho nasce e ela assume a maternidade
responsável. Quase todas amamentam. E cuidam do rebento, perdem
noites de sono, mas não reclamam. Têm prazer.
O homem quando chega em casa quer tudo pronto. Vai ler seu jornal e esperar
a hora de dormir. Acha que sua missão encerrou aí. Onde
está a pretendida superioridade?
"A César o que é de César e a Deus o que é
de Deus."
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