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Desculpas!
Não sou poeta nem nada / por isso falei bobagem /
Só entrei nessa estrada / pra fazer uma viagem
Se ao andarilho ofendi / foi involuntariamente
Na vida nunca aprendi / a ser mau ou inclemente.
Mas confesso: escorreguei / numa frase irreverente
Desculpas estou pedindo / com toda a minha humildade
O andarilho é bem-vindo / na nossa comunidade
Quem sou eu para mandá-lo / procurar outra guarida
Quem é que pode tirá-lo / de coisa bem-sucedida?
Pérfido, garanto: não sou / porque não sou desleal
Perdoe meu caro doutô / sei que nessa entrei mal.
Como disse logo acima / nunca fui nem sou poeta
E procurando uma rima / dei aquela de pateta
Com a palavra guarida / que expressa coisa boa
Mas dessa vez foi sentida / como coisa que destoa.
Nessa vida, quem não erra? / mas aí eu errei feio
Mas bom cabrito não berra / sem rancor e sem receio
reconheço e me retrato / da gafe então cometida
Não posso me tornar chato / com pessoa tão querida
Fica aqui minha desculpa / aceite meu caro amigo
Penso muito nessa culpa / e vou ficar no meu abrigo.
Abraço, José Fernandes Costa
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