COLUNA "José Fernandes Costa"
 


Desculpas!

Não sou poeta nem nada / por isso falei bobagem /

Só entrei nessa estrada / pra fazer uma viagem

Se ao andarilho ofendi / foi involuntariamente

Na vida nunca aprendi / a ser mau ou inclemente.

Mas confesso: escorreguei / numa frase irreverente

Desculpas estou pedindo / com toda a minha humildade

O andarilho é bem-vindo / na nossa comunidade

Quem sou eu para mandá-lo / procurar outra guarida

Quem é que pode tirá-lo / de coisa bem-sucedida?

Pérfido, garanto: não sou / porque não sou desleal

Perdoe meu caro doutô / sei que nessa entrei mal.

Como disse logo acima / nunca fui nem sou poeta

E procurando uma rima / dei aquela de pateta

Com a palavra guarida / que expressa coisa boa

Mas dessa vez foi sentida / como coisa que destoa.

Nessa vida, quem não erra? / mas aí eu errei feio

Mas bom cabrito não berra / sem rancor e sem receio

reconheço e me retrato / da gafe então cometida

Não posso me tornar chato / com pessoa tão querida

Fica aqui minha desculpa / aceite meu caro amigo

Penso muito nessa culpa / e vou ficar no meu abrigo.

Abraço, José Fernandes Costa