COLUNA "José Fernandes Costa"
 

Não brigo com o andarilho

Não brigo com o andarilho / que isso não me convém

Cada qual dá o que tem / garrote novo é novilho

Cachorro novo não é / sinônimo de cão ligeiro

Galo canta no poleiro / e gosto não se discute.

Há um fóssil de elefante / que se chama de mamute

Ipanema e Papacaça / estão na minha lembrança

Elefante a gente caça / não tenho desconfiança

De quem seja o andarilho / esse sujeito escondido

Que não pisa nesse trilho / só me deixa aturdido.

Um dia vão descobrir / e então a casa cai

Se da toca ele não sai / porque quer nos confundir

Digo logo sem pensar / dê seu nome na peleja

Não queira tergiversar / se apresentar não deseja

Para que tanto mistério / pra que essa assombração

Se porta de cemitério / em noite de escuridão

Causa medo a muita gente / não fique à escondida

Saia logo de repente / ou procure outra guarida!

José Fernandes Costa