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Não
brigo com o andarilho
Não
brigo com o andarilho / que isso não me convém
Cada qual dá o que tem / garrote novo é novilho
Cachorro novo não é / sinônimo de cão ligeiro
Galo canta no poleiro / e gosto não se discute.
Há um fóssil de elefante / que se chama de mamute
Ipanema e Papacaça / estão na minha lembrança
Elefante a gente caça / não tenho desconfiança
De quem seja o andarilho / esse sujeito escondido
Que não pisa nesse trilho / só me deixa aturdido.
Um dia vão descobrir / e então a casa cai
Se da toca ele não sai / porque quer nos confundir
Digo logo sem pensar / dê seu nome na peleja
Não queira tergiversar / se apresentar não deseja
Para que tanto mistério / pra que essa assombração
Se porta de cemitério / em noite de escuridão
Causa medo a muita gente / não fique à escondida
Saia logo de repente / ou procure outra guarida!
José Fernandes Costa
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