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A PEDRA
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De
poeta eu nada tenho
De
poeta eu nada tenho / mas sou defensor ferrenho /
das letras do idioma / quando dois cafés se toma /
com sabor de português / não se nota a escassez /
de outros gêneros na mesa / pra cantar mãe natureza /
de improviso ou no repente / que saudade dá na gente /
por isso fico vermelho / e vou voltar a Bom Conselho /
pisar nessa terra quente / que saudade que se sente /
ao sair de Bom Conselho / pra plantar outra semente.
José Fernandes Costa
Lá
vai
Nos embates dessas vidas / se curam muitas feridas.
O andarilho verseja / não há cristão que não
veja /
o poder do menestrel / que sobe e desce ladeira /
versejando a vida inteira / carregando o doce mel.
A vida com altos e baixos / por toda parte se vê /
poesia é coisa séria / quem tem gosto faz e lê /
ela corre na artéria / do poeta empedernido /
que faz verso, ama e sente / segue o coração da gente /
procurando o bom sentido / mesmo sendo maltrapilho /
que não é o nosso Saulo / tem valor o andarilho /
de Bom Conselho a São Paulo.
José Fernandes Costa
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