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COLUNA
"José
Fernandes Costa" |
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Amor total
Olho pela janela, quão bela. O sol saindo. Bem-vindo. Lembro-me de um amor que está distante. Ela toda insinuante. Seus cabelos compridos. Escorridos. Olhares enternecidos. Nem bem reparo, ela chega. Como é graciosa essa nega! Charmosa. Carinhosa. Amorosa. E muito amada, essa danada. Sorrisos que falam alto. Levanto-me de um salto. Todo prosa, fico a observar. É bom poder amar, ser feliz. Quanta coisa a gente diz. O tempo é rápido ao passar. Não queremos ver a hora, nem queremos ir embora. Queremos mesmo é ficar. Pra que pressa no amor? Quando é bem feito sim, senhor! É bem feito de tal jeito, que adormecemos grudados. Enroscados. Nessa doce união. Respiração com respiração.
Dormimos por satisfação. Não por estarmos cansados. Acordamos na procura do outro. A nossa metade, o outro. Sem enfados. Como é bom ficarmos colados. Sem querer saber da hora. O tempo é que não demora. Relógio não quer parar. Compromisso a esperar. Dane-se tudo aí em volta. Mas a gente não se solta. Nada mais a gente vê. Não se diz que, nem pra quê. Nos momentos do amor. Mulher é como uma flor. Quando o homem ama e quer. Mas não é toda mulher. O amor é exigente. Pode nascer de repente. Mas precisa discrição. É coisa do coração. E tem que ser verdadeiro. Não é troca por dinheiro, como se vê aos montes. Bebemos de outras fontes. Quem puder, que experimente.
Se o amor é exigente, esse amor que bem nos une, a tudo ele é imune. Já passou por muitas provas. Ela, às vezes, insegura. Mas vinham as boas-novas! E ela sorria, tão pura. Aplaudindo o que fazemos. Porque medo nós não temos. Das fofocas, das intrigas. Das pessoas mal-amigas, queremos mesmo é distância. Para que tanta implicância, com um amor que surpreende, mas a ninguém ele ofende, na pureza do gostar. Fofoqueiras, nem pensar. Vão pastar noutro lugar. Parentes ou aderentes. Que procurem ser prudentes. Porque o amor-paixão, não costuma usar razão. É coisa do coração.
Já foi dito na canção. Quando a gente quer amar, não escolhe ocasião, nem se dá satisfação a gentes intrometidas, em suas vindas e idas, nada podem acrescentar. Dispostas a atrapalhar, nossas vidas esmiuçaram, mas sem nada encontrar, tiveram de amargar o desdém dos bons amantes que, de instante a instantes, fazem amor e são discretos. Nem por lei, nem por decretos, ao amor renunciamos. Por isso que nos amamos, um amor bem integral. É assim o nosso amor. Esse amor pleno, total.
José Fernandes Costa - 16.12.2008
("A mente que se abre a uma nova idéia, jamais voltará ao tamanho original")
{Desconheço a autoria}
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