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De
poeta eu nada tenho
De
poeta eu nada tenho / mas sou defensor ferrenho /
das letras do idioma / quando dois cafés se toma /
com sabor de português / não se nota a escassez /
de outros gêneros na mesa / pra cantar mãe natureza /
de improviso ou no repente / que saudade dá na gente /
por isso fico vermelho / e vou voltar a Bom Conselho /
pisar nessa terra quente / que saudade que se sente /
ao sair de Bom Conselho / pra plantar outra semente.
José Fernandes Costa
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