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Amor
etc.
Procuro os lábios. Imito os sábios. No amor. Sem nenhum
favor.
A mão desce. Tudo estremece.
Os olhos se fecham. Corpos: que se mexam!
E nesse embalar. Sem nada mais importar
Nesses momentos, esquecem-se outros eventos
Acaso existam. Que o bem-bom e o doce tom, persistam.
Passando pelo lindo colo. De pólo a pólo
A mão esbarra na concha cheiínha. De amor. E calor.
Há bem pouco, tão calminha.
Porém, viva, impulsiva. À espera, que tal?
Do que é real. Não da quimera.
Do tudo que têm. Assim, vêm. E chegam mais carinhos
Nesses ninhos alucinantes. Circunstâncias e circunstantes
Entrâncias sem atenuantes. Reentrâncias abundantes.
Corpos que se dão, de coração. Amor carnal, que não
admite rival
Como disse o poetinha, sem sair da linha: Vinínius - de Moraes
Com ou sem vícios, poeta mais e mais.
Suspiros, gemidos, beijos não contidos.
Enfim, extasiados, corpos suados.
Felizes, calam por instantes.
Os amantes, ficam abraçados, colados.
Pronunciam palavras puras, doçuras
E se afagam. Mas não se apagam.
E dormem. Agarradinhos, num só cantinho
Até que outras ondas se formem.
Acordam na madrugada, nova chamada
Do amor puro, bem maduro. E recomeçam-se as carícias
Delícias, intensas, densas, vibrantes
Estonteantes, até que enfim
Assim, assim, alcançam o previsto
Naquele doce e misto. Amor vivo, altivo, gostoso, carinhoso
Bulindo, explodindo. Descargas, na excitação. Coroam essa
relação.
José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br
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