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A
propósito de propósitos
Há dias, estou pra fazer este comentário. E o tempo passando.
Pois vamos lá. Em fins de julho passado, a Lucinha Peixoto escreveu
e escreveu. Falou de coisas e coisas. Eu li e reli. E prometi fazer breve
comentário. E a Lucinha diz logo que a sua autonomia de vôo
é menor do que a atribuída a ela por mim. E que, mesmo assim,
precisa reabastecer durante o percurso. Aí há um pouco de
modéstia.
E como eu havia falado que logo, logo, seria criado o dia das bichas,
ela me dá o mote do Luiz Mott. Desse mote, falarei mais adiante.
Mas o Luiz Mott já antecipou que existe o dia dos homossexuais:
28 de junho. Disso, eu não sabia. Até porque, não
me interessa.
De logo, peguemos o outro tema. A Lucinha falou de quem escreve bobagens.
Dos que não sabem o que dizem e pensam que sabem. Ou tentam iludir
os menos avisados, para lograrem proveito. Mas, ao final, acabam por receberem
pressão dos "amigos", para retirar de circulação
as sandices que escreveram. Isso acontece com quem pensa em ganhar destaque
e notoriedade só para alimentar vaidades. E para falar, debochadamente,
em fraternidade. Essa alegada fraternidade, se existe, é de mão
única. Isto é, serve só ao próprio, porque
só ao próprio convém.
Em suas lúcidas palavras, a Lucinha NÃO estava referindo-se
a mim. Nas vezes em que ela citou o meu nome, foi pelas coincidências
que nos aproximaram. Felizes coincidências. Um certo dia, nós,
eu e a Lucinha, discordamos um do outro. Coisa muito natural e salutar.
E eu só tenho que agradecer à Lucinha. Agradeço pelas
nossas discordâncias e pelas coincidências que nos chegaram
em boa hora. E não quer isso dizer que nunca mais tenhamos discordâncias.
Ah, isso não. Porque, se assim fosse, estaríamos formando
"igrejinha", coisa que não é do nosso feitio.
Panelinha ou igrejinha não formam com o nosso caráter.
De outro modo, é certo que nunca tive motivos para lançar-me
nos caminhos da vaidade boba. Talvez por isso nunca recebi recomendação
de quem quer que seja, para retirar de algum meio de comunicação,
algo que eu tenha escrito. NUNCA precisei engolir palavras ditas ou escritas.
Também, nunca perturbei, propositadamente, a paz de ninguém.
Se o fiz, algum dia, foi involuntariamente. Assim sendo, não vejo
razão para que alguém me peça para deixá-lo
em paz. Quem se sente com a paz ameaçada por minhas palavras, não
sabe quanto custa a perda da paz, propriamente dita. Tampouco recomendei
alguém ler o que escrevi em tempo algum. Não sei ser presunçoso.
E essa história de cidadão de boa estirpe, homens de bem,
religiosos fervorosos e outras perfumarias, merece um adendo: se houver
inferno fora daqui da terra, esse inferno deve estar cheio de homens de
bem, senhoras da alta sociedade, gente da melhor estirpe, pessoas carregados
com as melhores intenções etc. Como não me é
dado saber se há o inferno de que tantos falam, também não
sei se há lugar especial para essas pessoas, que seja diferente
do lugar reservado aos simples mortais.
Há gente que, de tão empolgada com a vontade de experimentar
o mel, lambuza-se mesmo sem comer do mel. Assim, vez ou outra, essa gente
recebe, além de pressão dos "amigos", algumas
gotas de semancol ou desconfiômetro. Por isso que o jornalista Ricardo
Kotscho mandou umas doses de semancol para determinada pessoa que imaginava
estar fazendo o maior sucesso nos domínios do Ricardo Kotscho.
Civilizadamente, o Kotscho pôs as coisas no devido lugar, com estas
palavras: "Aqui não é espaço de aluguel para
promover nem denegrir ninguém". Sábias palavras do
Ricardo Kotscho!
2. Agora, vamos ao outro mote que me foi dado pela Lucinha Peixoto: o
mote do Luiz Mott, o chefe dos homossexuais da Bahia. Das bibas, segundo
o filósofo Zé Simão. Que são todos e todas
que saem na disparada gay (ops!, Parada Gay), na Av. Paulista, em São
Paulo. E também os que não saem na disparada gay, mas assumem
essa condição, com bravura e destemor. Mas o Zé Simão
também é biba. A diferença é que ele não
está nem aí. E ele, o Macaco Simão, diz que não
vai pra disparada gay. E, conforme as línguas afiadas, o prefeito
Gilberto Caçamba, aliás, Kassab, também é
biba. Isso é dito pelas línguas ferinas. E a Marta Suplício
não disse, mas insinuou na última campanha política.
Então, com o prefeito Caçamba, a Marta Suplício,
o Macaco Simão e a disparada gay, São Paulo está
fazendo furor. Só falta, lá, o Luiz Mott. Quanto à
Marta, suponho que ela é bainha. Apenas fica do lado das bibas,
dando apoio moral. É aquela história de defender o direito
das minorias. Contudo, isso é lá com a Marta. Suposição,
quase sempre, confunde-se com achismo.
Porém, faço logo uma justa ressalva: a Lucinha tem "bons
amigos que não são nem bainha, nem espada, mas são
excelentes pessoas." Isso é ótimo. Não vamos
julgar como má pessoa, o cristão ou não-cristão
que fica em cima do muro, quanto à sua opção sexual.
Ainda mais porque, melhor que ele fique em cima do muro do que em cima
da espada. Então, minha amiga Lucinha: nada contra esses seus amigos
ou amigas suas. É ótimo que existam pessoas boas, independentemente
das opções que tenham feito ao longo da vida.
Contudo, convenhamos: o Luiz Mott e quem mais queira têm o direito
de defender os gays. Eu é que não tenho obrigação
de defender. Nem devo acusar. Mas tenho o direito de não aceitar
o acasalamento de pessoas do mesmo sexo, isto é, dos homossexuais.
E aos que dizem que a homossexualidade não é antinatural,
eu digo que é, sim, antinatural. Porque Deus fez a mulher e o homem
para se complementarem. Por isso mesmo, o Criador fez cada qual com sua
fisiologia e anatomia próprias e adequadas para um receber o outro.
Assim, defendo que se deve fazer sexo com parceiro de sexo oposto, sim.
E fazer com prazer e na busca do prazer, porque é gostoso. Quem
faz sexo com vistas a reproduzir, são os irracionais. Porque, com
pequeninas exceções, as fêmeas irracionais, só
aceitam o macho, quando entram no cio. E o fim é a reprodução.
Entretanto, a moda da vez é alegar os direitos das minorias. Mas,
e o direito das maiorias, onde fica? Uma coisa é certa: o direito
de um termina onde começa o direito do outro. Já que peguei
o mote de São Paulo, lá, o Shopping Frei Caneca é
o paraíso dos homossexuais. É marmanjo se beijando com marmanjo
nas balaustradas das escadas, nas praças de alimentação
e onde mais queiram; assim também, mulher com mulher. Então,
pergunto: e a grande maioria que vai com as suas crianças e adolescentes
passear num shopping, vai se sentir bem, vendo aquele agarra-agarra? Pra
que exibição de homossexualidade? Se é livre a opção
sexual, isso não significa que essa opção tenha de
ser exibida nos centros públicos de compras e de lazer, para constranger
uma maioria que optou pelo outro caminho, na preferência sexual.
Caminho este que, havemos de convir, é o que podemos considerar
natural.
A mesma Constituição que dispões sobre a liberdade
de sexo e crença, garante outros direitos às pessoas, entre
estes, a liberdade de ir e vir, sem serem molestadas. Eu entendo que o
homem nasceu para a mulher e vice-versa. Não consigo entender uma
relação sexual de dois barbudos. Quando se trata do lesbianismo,
isso não me choca tanto. Talvez, pela suavidade das mulheres, eu
entenda que duas mulheres se beijando, abraçando-se, acariciando-se
na busca de satisfação sexual, uma com a outra, é
bem tolerável. Porque a mulher traz a suavidade em suas formas.
Também, nos gestos, no tato, na sensibilidade etc. Os contornos
da mulher são belos. Suas curvas, a maneira de andar, tudo enfim,
é admirável na mulher. Os seus órgãos genitais
são planos, macios e aveludados. Seus seios são cheios de
beleza e de singular nobreza.
Notem que o homem, ao abraçar uma mulher, no ato sexual, percorre
com as mãos, todo o corpo dela. E se delicia com a maciez da sua
pele, com o cheiro do seu corpo. Até o cabelo da mulher é
excitante. Porque, nessa busca de amor heterossexual, a gente acaricia
desde a planta do pé até os fios dos cabelos da parceira.
É nessa hora que os opostos mais se atraem e com maior intensidade.
Para isso que existem a bainha e a espada. Para aquela servir de abrigo
a esta. E esta preencher o espaço próprio daquela, num ato
de amor e prazer. Admiro os dotes femininos e a estética da mulher.
Quem souber, que responda: quando se trata de dois marmanjos, infelizmente,
acariciando-se, isso causa deleite(?) ou cria repugnância. Falo
por mim: tal despropósito, só em pensar, repugna-me muito.
Agora, o ponto final deste tópico (não confundam com o ponto
G). O final, aqui, pelo que disse a Lucinha Peixoto, é a minha
opinião sobre os GLSs (gays, lésbicas e simpatizantes) ou
melhor, sobre o homossexualismo. Já disse que não condeno
ninguém. Mas sou radicalmente contrário à união
esdrúxula de dois elementos que, ao nascerem, alguém disse
que eram homens. Venham eles de onde vierem. Alguns vão dizer que
é preconceito meu contra o homossexualismo masculino. A bem da
verdade, não sei se é ou não. A critério do
leitor!
José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br
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