COLUNA "José Fernandes Costa"
 

 


Resposta a um amigo





Prezado Felipe Alapenha: deixe que a hora lhe convenha! Escreva quando puder e quando tempo houver. Idéias não lhe vão faltar. No seu pensar, elas podem até escassear. Mas não lhe faltarão. Ah, isso, não!

Do tempo, a gente dispõe. E nele, a idéia se justapõe. Volte a escrever, breve. Se o tom é leve, não é pesado; que seja do seu agrado. Diga o que pensa, pois você bem pensa. Essa é a diferença. E você diz que escreve pouco. Mas o pouco, pode ser suficiente. Quando esse pouco é inteligente. Escrever muito, não é tudo. Vale o conteúdo. A essência no escrever. A decência e o saber dizer. Algumas palavras bem-ditas, anulam laudas e laudas mal-escritas. Muitas destas são natimortas: vazias, ocas, emviesadas, tortas.


Quanto aos verborrágicos, se não são comediantes, ou infamantes, são trágicos. Deixe que passem. E que se entrelacem. Felizes ou infelizes, eles não sabem o que dizem. E se contradizem. Porque falar não é dizer. Também não é fazer. Falar, muitas vezes, é tagarelar. Pode ser bisbilhotar. Que sirva ou não sirva de apanágio, lembre-se do adágio: "Falou, falou e não disse nada!" Pra esses, melhor seria boca calada.

Linsonjas, elogios? Se aos seus brios fazem bem, a nós também! Mas não é isso que pretendemos. Não há vaidade, queremos só disseminar a verdade. Sem alarde. São sentimentos que, por momentos, chegam sem pretensão. Embalados em consideração.//.

José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br