COLUNA "José Fernandes Costa"
 

 


Resposta a um amigo



Do meu prezado amigo, Hugo Vaz, recebi seu último livro, POESIA, pelos correios, com esta dedicatória:

- Ao estimado amigo jornalista
JOSÉ FERNANDES COSTA,
estes atrevidos versos do autor, Hugo Vaz.
Aldeia dos Camarás, 15.2.2009.

O Hugo mandou o livro, autografado, como sempre faz, o que muito me honra, sempre que eu não compareço aos seus lançamentos. Eu NUNCA fui jornalista. Mas o Hugo sempre me tratou como tal. Talvez, pela mania que tenho de mandar rabiscos para jornais aqui da província. Mas o Hugo é jornalista brilhante, escritor e advogado militante.

Com a anuência do Hugo Vaz, eu pincei uns versinhos do livro e os transcrevo, a seguir. Confesso que NÃO gosto desse termo "arretado". NEM o uso. Acho-o muito brega e de mau gosto. Mas, na poesia do Hugo, cai bem.

Eis os versos:

PAVIO APAGADO

Teje murcho ou arretado,
ignorante ou letrado;
salve o doutor Machado
e seu pavio apagado.

Mulé só presta arretada,
bem gostosa e bem feme,
dum jeito que a gente treme
na hora da machadada.

Ignorante ou letrado,
teje murcho ou arretado,
salve o doutor Machado
e seu pavio apagado.

Gostar mesmo é de mulé,
da coisa boa da feme;
daquelas que a gente geme
lambendo a sola do pé.

Teje murcho ou arretado,
ignorante ou letrado,
salve o doutor Machado
e seu pavio apagado.

Quem nunca viu há de ver,
espetáculo sem igual;
a mulé estremecer,
E Machado arriar o pau...

Teje murcho ou arretado,
ignorante ou letrado,
salve o doutor Machado
e seu pavio apagado./.

(Nota do autor: Tratava-se do aniversário de uma agonia entre o machado e o pavio..., homenagem ao doutor professor José Medeiros Machado, querido amigo já falecido. - 28.9.1974.)

Abraço a todos (as), José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br