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Amiga
Lucinha Peixoto,
Em 21.10, li seu comentário sobre a criação da Academia
de Letras e Artes de Bom Conselho. Você faz boas referências
ao meu nome. E diz ter vontade de chamar-me Zé, mesmo sem nos conhecermos.
Respondo: claro que você pode e deve chamar-me Zé. E por
que não iria poder? Zé, é tratamento carinhoso, que
expressa confiança. Eu fico orgulhoso com isso.
E Lucinha esbarra em dúvida sobre si mesma: se é "burra"
ou se escreve mal. Eu lhe digo: você é inteligente e escreve
bem. Só se engana quando diz que eu seria um dos componentes da
futura Academia. Agradeço-lhe pela lembrança do meu nome,
mas há gente mais merecedora desse honroso destaque.
Quanto à capacidade, criatividade e planejamento por parte das
mulheres, isso eu sempre reconheci. Sou fã incondicional desse
senso prático da mulherada. E deixei isso bem claro quando falei
da nossa recém-escolhida prefeita Judith. - E você entende
que os homens são melhores na execução do que as
mulheres. Pois bem: naquela minha explanação, eu disse que
homem e mulher se completam. Um precisa do outro. São duas metades
que formam a unidade. - "Cada metade no seu galho."
Quanto aos critérios para integrar os quadros da futura Academia,
continuo com os meus "ismos". Mais: idade cronológica
não é sinônimo de sabedoria. E não deve ser
condição primeira que dê ao mais velho o mérito
de ser presidente. - Outra: ter livro publicado também não
é tudo para merecer assento nas primeiras filas da Academia. Esse
não me parece bom critério. Muita gente publica livro sem
nenhum conteúdo. Outros, nada sabem da arte de escrever, mas querem
contar uma história. Aí contratam uma pessoa que sabe e
o livro sai. Outros, ainda, fazem parceria com quem sabe escrever. E os
nomes de ambos aparecem lado a lado.
Posto isso, para compor a Academia, creio, pode ser um escritor, um músico
de reconhecido valor, um pintor idem, um trovador popular (pessoa do povo)
que seja dos bons. Basta ter talento naquilo que faz. E fazer bem feito
e bonito.
E você diz que o termo saite está no dicionário da
CIT. Aqui eu discordo de você. Essa palavra não foi aportuguesada
ainda. De outra parte, sou contra o nosso complexo de vira-lata: usar
anglicismo adoidado. Só o que vem do inglês é bom.
Isso é modismo bobo. Desculpe-me pela franqueza. - Então,
em vez de site, podemos usar portal, sítio etc., ao falarmos de
páginas da internet. Isso está nos dicionários da
nossa língua para ser empregado no lugar desse maldito site. -
É ISSO. Aceite meu abraço. És minha Amiga. (a) Zé
(Fernandes Costa.)
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