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COLUNA
"José
Fernandes Costa" |
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Neste momento, eu deveria agradecer a todos os que me mandaram e-mails, reconhecendo ter sido oportuno o meu texto "Sobre médicos". Mas, a todos que me mandaram mensagens, via correio eletrônico, eu agradeci pela mesma via. Portanto, o que ora escrevo, dirige-se a você, Felipe. Quando eu estava escrevendo aquele texto, lembrei-me de você várias vezes. Pensei: qual será a reação do Felipe, já que ele vai ser médico e tem o pai médico, também. Por isso, falei nos médicos da minha família e da relação deles comigo, e com os ascendentes e descendentes deles. O que li hoje, no portal da CIT, escrito por você, deixou-me muito satisfeito, pela maneira como você me tratou. Inclusive, reconhecendo "essa dura realidade no atendimento médico". Ademais: foi por meio das suas palavras que confirmei o seu grau de educação, bem como, tomei conhecimento da sua maturidade para a compreensão. Porque, em vez de me atacar, dizendo que eu estava sendo injusto com os médicos, ou que eu poderia ter algum trauma, por não ter conseguido ser médico, você me elogiou. E ainda disse da possibilidade de que essa realidade maléfica possa mudar, ao menos, teoricamente, com "a nova safra de médicos que tende a sair mais humanizada". Talvez, quem sabe, o Dr. Ben-Hur, de quem falei no meu escrito, seja um que já se antecipou à nova safra, visto que ele tem, apenas, 47 anos de idade. E outros também já devem e podem estar antecipando-se, no caminho da humanização da medicina. Citei, naquele artigo, o professor doutor Sérgio Paulo, dermatologista renomado, como você atestou em suas bem traçadas linhas. Por dever de justiça, eu deveria ter dito da educação e da simplicidade do Dr. Sérgio Paulo, quando nos atende. Ainda bem que você disse por mim e demonstrou isso com o exemplo do episódio passado no ambulatório da Faculdade de Medicina. - Ele me foi indicado por uma cunhada minha, que é cliente dele há alguns anos. Foi e é ele, o doutor Sérgio Paulo, quem cuidou e ainda cuida dos filhos dela e de outras pessoas da sua relação de amizade, quando surgem alguns problemas de pele. Sejam probleminhas ou problemões, é pra lá que nós vamos. E ela não o procurou, nem o procura para tratar de embelezamento, não. Quanto à máxima de entrar no curso de medicina pensando ser Deus e sair com a certeza de que é o próprio Criador do Universo, eu já ouvi muito isso. Por oportuno: sobre o cardiologista da Unicordis, adianto as três primeiras letras do nome dele: EPdeM. Incluí a preposição, para facilitar. Se foi ele o seu professor, você já matou a charada. Quanto a ele ser brilhante médico, eu acredito. Tanto que já ouvi muitas pessoas dizerem: só tolero essas maçadas de EPdeM, por ser ele um cardiologista muito bom! A título de curiosidade, há um empresário amigo dele, já que se visitam e fazem farras juntos, que disse a ele, logo nas primeiras consultas: vou deixar de vir ao seu consultório, porque não tenho tempo de esperar três horas pra ser atendido. Nem há razão para isso. E ele: venha e, ao chegar, diga à atendente que me avise e eu mando você entrar, logo que saia o paciente que estiver em consulta. Como eu não tenho amizade com ele, só fui à primeira consulta e voltei para entregar os exames. E nunca mais. Porque existem outros cardiologistas bons em Recife. Ainda mais, porque só vou ao cardiologista a cada 18 meses, para cumprir a rotina, isto é, não descuidar da necessária avaliação cardiológica. E o que escolhi, também é bom. Porque médicos, advogados, restaurantes etc., a gente deve procurar, levando em conta o conjunto das suas qualidades, sempre que possível for. Por suposto, se eu estou com fome, numa estrada do Sertão do Araripe, não posso escolher o restaurante. Aí não há escolha. Tenho de saciar a minha fome. Como dizia o saudoso promotor de Justiça, Nelson Souto de Araújo, a fome e o sexo são duas forças muito fortes, tanto no elemento humano, quanto nos outros animais. E voltando ao fio da meada: por que fui ao EPdeM? Porque o conheci, isto é, vi mais de uma vez na casa desse empresário citado, onde tomávamos uns uísques e jogávamos conversa fora. Isto é, o meu conhecimento é com o dono da cada. Isso, em períodos de carnaval, Semana Santa ou réveillon etc. Contudo, eu ainda não sabia desse péssimo hábito dele, de atrasar o atendimento dos seus pacientes, ostensivamente. Porque, uma das coisas que fazem médicos que assim procedem, é fingir que não sabem que nós, mortais, também temos mil e uma ocupações. Para os tais que assim agem, só eles têm afazeres e importância. E que o seu pedestal é tão alto, que eles sempre imaginam que nunca vão ter algum revés na vida! E eu já vi muitos e muitos reveses, que tanto atingem um humilde gari, quanto um notável médico ou engenheiro etc. - É isso. Fica aqui o meu MUITO OBRIGADO ao FELIPE!/. EM TEMPO: O Felipe já me informou, em e-mail particular, que o EPdeM, não foi professor dele. E eu, particularmente, dei o nome completo, traduzindo, assim, para o Felipe, o nome do dito cardiologista da Unicordis - Espinheiro./. José
Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br
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