COLUNA "José Fernandes Costa"
 



Poema Caipira

Oi, Póvoas,

Tamo fudido, né?

Nessa linha do caipira,

Aquilo virou imbira,

Cum saudade das mué

Que é coisa boa, cumpade,

Pa falá mermo a verdade

Só muié a gente qué.

E o marvado num responde

Si isconde num sei pru donde

Fica todo iscundidinho

E quando a gente precura

Num inforço disgraçado

O bicho todo incuído

Dando vexame adoidado

Pur isso tamo fudido

Ripito sem achá graça

Vô ficando pur aqui

Pa vê si a lembrança passa

Do tempo qui fui bão nisso

Ante eu tenho qui adimiti

Isso é grande pricipiço.

Abraço,

Zé Fernandes.