|
Poema
Caipira
Oi,
Póvoas,
Tamo fudido, né?
Nessa linha do caipira,
Aquilo virou imbira,
Cum saudade das mué
Que é coisa boa, cumpade,
Pa falá mermo a verdade
Só muié a gente qué.
E o marvado num responde
Si isconde num sei pru donde
Fica todo iscundidinho
E quando a gente precura
Num inforço disgraçado
O bicho todo incuído
Dando vexame adoidado
Pur isso tamo fudido
Ripito sem achá graça
Vô ficando pur aqui
Pa vê si a lembrança passa
Do tempo qui fui bão nisso
Ante eu tenho qui adimiti
Isso é grande pricipiço.
Abraço,
Zé Fernandes.
|
|