COLUNA João Nelson.
   
João Nelson.
 

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Marlos Urquiza



Marlos, chapéu de palha, alpargatas feitas de couro de bode, descontraidos, sentados numa calçada à beira do caminho, da rua Conselheiro João Alfredo que nos levava ao banho da bica, passando à frente da casa de Fuzil; peteca a tiracolo, a baixo das sombras dos mulungus, relaxados na energia adolescente construida na prudência de Valdemar Urquiza, atravessava-mos a odisséia dos tempos e dos espaços da juventude que nos levaria à contraposição das idéias dos tempos da violência que avastou da vida Marne Urquiza, Valdemar Arquiza, Marlene Urquiza, Ruque Vieira Belo, as "pequeninas" familias corridas e sumidas da Mata Verde, das Mães Luzias e São Romões para confinados suburbios e matas de Olinda, Paulista, São Paulo, Rio de Janeiro, e, para Uberlândia, Minas Gerais, teu refúgio. A peteca, enfeite a tira colo, adornava mais a preservação pessoal que a destruição de vidas animais. Os mulungus verdejantes, sob sombras de nuvens caidas das encostas elevadas, acima dos sítios que sustentavam a formusura do Caboje e do Bulandim, os mulungus acenavam nossa passagem pelos sitios de Abel Gico, de Tonho do Foto Neto, dos lugares da Boa Vita e de Ze Neto, dos Abreus a Correntões contraponda origens e caminhos consturidos no sofrimento dos exílidas. Marlos, estás conoscos a partir destas histórias de vida às galáxia, na confirmação da nossa prenseça contigo bailando na vida eterna, logo mais, na vida que será semre eterna. Até breve, Marlos Urquiza. João Nelson.

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