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Marlos
Urquiza
Marlos, chapéu de palha, alpargatas feitas de couro
de bode, descontraidos, sentados numa calçada à beira do
caminho, da rua Conselheiro João Alfredo que nos levava ao banho
da bica, passando à frente da casa de Fuzil; peteca a tiracolo,
a baixo das sombras dos mulungus, relaxados na energia adolescente construida
na prudência de Valdemar Urquiza, atravessava-mos a odisséia
dos tempos e dos espaços da juventude que nos levaria à
contraposição das idéias dos tempos da violência
que avastou da vida Marne Urquiza, Valdemar Arquiza, Marlene Urquiza,
Ruque Vieira Belo, as "pequeninas" familias corridas e sumidas
da Mata Verde, das Mães Luzias e São Romões para
confinados suburbios e matas de Olinda, Paulista, São Paulo, Rio
de Janeiro, e, para Uberlândia, Minas Gerais, teu refúgio.
A peteca, enfeite a tira colo, adornava mais a preservação
pessoal que a destruição de vidas animais. Os mulungus verdejantes,
sob sombras de nuvens caidas das encostas elevadas, acima dos sítios
que sustentavam a formusura do Caboje e do Bulandim, os mulungus acenavam
nossa passagem pelos sitios de Abel Gico, de Tonho do Foto Neto, dos lugares
da Boa Vita e de Ze Neto, dos Abreus a Correntões contraponda origens
e caminhos consturidos no sofrimento dos exílidas. Marlos, estás
conoscos a partir destas histórias de vida às galáxia,
na confirmação da nossa prenseça contigo bailando
na vida eterna, logo mais, na vida que será semre eterna. Até
breve, Marlos Urquiza. João Nelson.
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