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Carlos Sena" |
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SUA MAJESTADE O "OI".
Mas acho mesmo que essa forma de reduzir palavras tenha sua função, haja vita VC (você), TB (também) ADD (adicionar) só para citar algumas que eu tenho mais intimidade. Por isto acho o 'OI' original. Vai-se reduzir o quê? Ó PAÍ Ó - título de fime que virou seriado de televisão e que duvido alguém de outro país, mesmo que esteja estudando nosso idioma, entenda isto! 'Mas é nenhuma', como se diz nas rodas, referindo-se a 'tudo bem'. Ora, se 'é nenhuma' não é nada, mas o interlocutor que se vire pra compreender o significado. Com o 'OI' é diferente porque é original e antológico. Como nome de telefonia celular, nada mais singular. Concorre com o tradicional 'alô' - muitas pessoas já estão atendendo ao telefone com um 'OI, quem fala'? Repenso: não haverá nenhum aspecto do 'OI' que contrarie sua versão usual tão em moda? Outro dia adentrando no Hospital da Restauração de Pernambuco, o que mais se ouvia dos pacientes era 'OI, doutor, tá doendo'; 'OI' de dores mil era o que mais se ouvia naqueles corredores cheios de sofrimento. Mesmo alí, o danadinho não perdia a pose: estava lá, conciso, preciso e pronto. Já pensou se no lugar do 'OI', os pacientes chamassem pelo nome do médico ou do enfermeiro? Não tinha impacto nenhum igual ao que o 'OOOOOOOOOOOOOOOOOI' proporciona. Até porque talvez a maioria dos profissionais de saúde da nossa rede pública nem faça questão de serem chamados pelos nomes, porque poderia despertar um sentimento mais humanitário que eles nem sempre têm interesse em estabelecer. As excessões se justificam pela regra, fazer o quê?
CARLOS SENA, dos arre(DORES) de BOA VIAGEM.
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