JOSÉ ANTONIO TAVEIRA BELO/ZETINHO - Por José Tenório
de Medeiros
Em meu nome e dos meus irmãos vivos: Solidônio, Zélia,
Massilon, José (eu), Bosco, Petrúcio e Paulo, bem como
os moradores no plano superior: Luciano, Maria José e Elza,
queremos agradecer penhorados suas palavras de carinho com nossos
pais José Farias de Medeiros (Juca Medeiros) e Maria do Carmo
Tenório de Medeiros.
Tantos amigos o Senhor fez numa só família, gostaria
de aproveitar esse momento para fazer-me, também, seu amigo.
Talvez à época que saí de Bom Conselho em 1954,
com 21 anos de idade, o prezado amigo não fosse nascido, e
se já estava na Terra, era ainda uma pequena criança.
Poucas recordações tenho de Bom Conselho, umas 2 ou
3 vezes que lá estive por algumas horas, os meus amigos contemporâneos
tinham saído, como eu, da terrinha em busca de novos horizontes.
Por motivo de somenos importância, passei 25 anos (mais ou menos)
sem dar ou receber notícias dos familiares. Certa vez, caminhando
pela Av. Rio Branco/Rio de Janeiro, ouvi uma voz saindo da multidão
aos gritos Zé Medeiiiiros, Zé........, era um conterrâneo
recém chegado. Deu-me a notícia que meu pai estava muito
doente, internado numa casa de saúde em Garanhuns. Dois dias
depois chego nessa cidade, fui direto para o local indicado. Como
dispunha de pouco tempo, no dia seguinte conseguimos uma ambulância
e o levamos para um hospital em Recife. Daí em diante todos
os anos passava minhas férias em Garanhuns.
Quando saí de Bom Conselho, meus pais residiam na Rua do Caborge,
tínhamos como vizinhos o Sr. Nevoeiro e mais acima morava uma
família Miranda, uma delas chamava-se Marinita.
Amigo Zetinho (permita-me chamá-lo assim), até da minha
família desconheço muitos pormenores. Não sabia
que papai teve padaria na Barra do Brejo, estou sabendo agora por
você. Quando conheci meu irmão Paulo, já estava
casado com Edinha. Também não sabia que meus pais moravam
em Garanhuns, foi uma tremenda surpresa. Fiquei pasmo em saber que
mamãe montava num cavalo sobre um silhão, prova que
não era uma mulher medrica, parabéns para Dona do Carmo.
Sei, amigo Zetinho, dos pais maravilhosos que tínhamos, conviver
com mamãe era o mesmo que estar no paraíso, papai com
toda aquela sisudez, estava sempre presente quando precisávamos.
era um homem justo e amigo dos amigos, um alagoano de Pilar, crescido
comendo o pirão de sururu capote, oxente.
Meu e-mail , em caráter particular está a sua disposição,
assim poderemos conversar mais reservadamente. Fui, tchau, abraço
do amigo e conterrâneo José Tenório de Medeiros.
(zzetenorio@uol.com.br). Laus Deo (louvado seja Deus).