"CONTOS EM PRELÚDIO" - José Tenório de Medeiros
 

 

N A T A L - por Zé Medeiros

 




Como é uma história pequena a que dedico aos ledores das colunas apresentadas na Academia Virtual Pedro de Lara, antes transcrevo o que li sobre a 'Árvore de Natal'. O Jornal do Brasil publicou em 17/12/2000, e a folhinha Coração de Jesus reproduziu em 17/12/2008. Saibam todos que - 'A moderna árvore de Natal teve origem na Alemanha, durante a Idade Média. A principal alegoria da festa era um pinheiro, chamado de 'Árvore da Vida', decorado com maçãs. As famílias colocavam este símbolo em suas casas no dia 24 de dezembro. Nas igrejas, os pinheiros eram decorados com hóstias, simbolizando o pão distribuído durante a eucaristia. Com a proximidade do Natal, estes pinheiros eram também decorados com castiçais representado Cristo como a luz do mundo. Nos mesmos aposentos existia também a Pirâmide Natalina, feita de madeira de carvalho e decorada com castiçais e uma estrela. Em meados do século 16 a pirâmide e a árvore foram fundidas, dando origem à que conhecemos hoje'.


Alberto acorda assustado com aquele sonho, de início acha que foi apenas um simples pesadelo. Repassando o sonho, entende que é uma sequência de pensamentos vagos e aflitivos, incoerentes para sua realidade. E se fosse uma advertência muito séria para uma vida de mau-caratismo com seu semelhante? Vejamos o sonho: 'Estava naquela sonolência matinal, quando vê um homenzarrão entrando no seu quarto, caminha na sua direção, ao se aproximar ergue tamanho pezunto com unhas recurvadas em forma de garras próximo da sua garganta. Acorda assustado, o pijama ensopado de suor.
Levanta-se ainda trêmulo, toma um rápido banho, vai para mesa quebrar o jejum. Demorou-se algum tempo na mesa tentando decifrar o mistério daquele sonho. Sabia ser o pai da criança, daí assumir a paternidade estava fora de cogitação, o nível social dela era muito inferior, uma criada que fazia a arrumação e limpeza da casa de jeito nenhum poderia unir-se a ele, preferia a morte que essa humilhação. No dia 25/12, nasce um lindo menino, bem branquinho de olhos azuis. Havia uma grande semelhança com o pai.


Após o repouso do resguardo, a jovem volta ao trabalho. Sua atitude esconde um temperamento altivo. Sentia-se magoada com a indiferença de Alberto. O tempo não passa, voa célere, e lá nas quebradas do tempo, o inconstante moço é agarrado pela Justiça Divina.
Numa noite chuvosa, Alberto vinha alcoolizado de uma boate, na entrada da rua onde mora dá um cochilo, o carro desgovernado bate num poste, a porta abre-se, é jogado para fora, bate com a cabeça no meio fio, fica desacordado. É levado as pressas para o hospital, constata-se uma fratura de crânio. Após ser operado vai para CTI, algum tempo depois é transferido para um quarto.


Ao deixar o hospital, uma enfermeira é contratada para ficar a noite, durante o dia a jovem empregada, mãe do garoto, cuida da saúde do patrão com muito desvelo, Alberto ficou muitos dias a observá-la. Certo dia o jovem pede para ver o filho. Como ela morava longe, o rapaz manda o motorista ir com a mãe buscar o menino. O interesse desse acontecimento é que, naquele dia 25/12, Jorginho completava 1 (um) aninho de nascido.


Essa história é real, teve um final que se esperava. Casaram-se no dia 25/12, são felizes, Jorginho, hoje, conta 13 anos. com aquiescência do meu amigo Dr. Alberto, um famoso advogado, permitiu que com nomes fictícios contasse essa belíssima história. Feliz Natal amigos. Fim