VALE
A PENA LER DE NOVO - IV
DULCE GUERRA
Nasceu
em Catende. PE, aonde passou parte de sua infância, vindo depois
morar em Bom Conselho.
Conheceu o gato, Manoel Lourenço, surgiu o namoro, veia a paixão
e terminou com a união ao pé do altar mor da Igreja
Matriz da Sagrada Família, sendo o celebrante o inesquecível
Monsenhor Alfredo Damaso. Seu esposo, Manoel Lourenço, montou
uma farmácia humana, situada a Rua 7 de setembro. E quem não
lembra desta figura, bastante simpática, com seu riso nos lábios,
distribuindo alegria e felicidade a todos que cercavam e ainda aproveitando
seus fins de semana pra fazer suas caçadas de nambu, por fazendas
circunvizinhas não esquecendo a hora do almoço, sempre
no horário certo, no casarão da Fazenda Jueira do saudoso
Abílio Alapenha, seu particular amigo.
As coisas boas são assim, acontecem, passam rápidas,
só nos restando saudades imortais das pessoas que nos são
caras. A vida continuou e dessa união Dulce Guerra –
Manoel Lourenço nasceram: AMAURI, ALBERTO, SOCORRINHO E EULÁLIA.
Manoel foi embora logo cedo, deixando a viúva, mãe de
quatro filhos, a maioria deles, menor de idade. Sofreu, batalhou,
lutou contra os revezes da vida, decidiu ser á parteira por
conta própria, confiando na sua experiência de co-proprietária
de farmácia. É quando surge a idéia do Monsenhor
Alfredo Damaso, fundar na Rua Monsenhor Marques a Pré Maternidade
MÃE SERTANEJA. Convidada por ele, mediante seus bons serviços,
para parteira daquela casa. Precisou de mais pessoas para ajudá-la
e foi atendida e auxiliada por Terezinha, Lourdes, Palmira e tantas
outras que no momento não lembro.
Foi mestra e amiga dessa gente, não medindo esforços
para passar seus conhecimentos. E que não conhece as mesmas?
Que até à última hora estiveram com ela, tratando
com carinho e orações, até o momento em que DULCE
GUERRA deu o último suspiro, entregue nas mãos de médicos
dedicados, enfermeira irmãs, familiares e amigos.
Morreu DULCE GUERRA, deixando quatro filhos, dezenove netos, cinco
bisnetos, um genro e duas noras, pois um genro, filho e amigo, o ARCÔNCIO
CAMBOIM NETO já a espera lá ao lado do Criador.
Partiu uma Dulce, choramos a seca separação, mas ela
deixou milhões de Dulces, lutando, batalhando, honrando e lembrando
o seu nome, que tanto carinho nos dedicou, sem medir esforços
a qualquer hora do dia ou noite, verão e inverno, a carro ou
a cavalo, acima de tudo com seus próprios pés, diante
da condição e nível de vida de quem solicitava
seus préstimos.
Só nos resta unirmos em oração pelo descanso
eterno desta batalhadora incansável. Aos seus familiares peço
desculpas se esqueci algum episódio.
A vocês, irmãos de parto, amigos e familiares, aqui fica
o convite para juntos, rezarmos a Missa do trigésimo dia, que
será celebrada em sufrágio de sua alma no dia 22 de
setembro próximo, ás 19 horas na Capela do Convento
Frei Caetano de Messina.
•
“Texto escrito por Eunice Alapenha Cardoso e publicado no Jornal
A GAZETA de nº. 39 - Ano II de 16 de agosto a 20 de setembro
de 1992 – Página 4”
José Antonio Taveira Belo / Zetinho
Olinda, 30 de novembro de 2009.