CRI-CRI...
Passada a euforia da festa momesca onde a mesma trouxe
alegria para muitos foliões e tristezas para outros tantos,
isto devido ao elevado numero de acidentes, agressões com mortes,
retomemos o nosso trabalho cotidiano, esquecendo os festejos e as
ressacas carnavalescas e voltemos para os nossos afazeres domésticos.
O título deste pequeno artigo é para incomodar, por
que o “bicho” o “bicho” incomoda mesmo, e
ao mesmo tempo relembrar, cobrar a todos os bom-conselhenses sobre
um assunto que vem se arrastando há anos e sem vislumbrar nenhum
empenho, no momento, ou uma solução. Fala-se de tudo
em minha querida cidade. São festejos por todo lado. Projetos
e animação em todos os lugares, mas infelizmente ninguém
ousa sequer tocar ou mencionar o projeto de criação
da ACADEMIA BOMCONSELHENSE DE LETRAS - ABCL.
É uma tristeza Cada dia que passa, lamento muito este esquecimento,
mas o CRI-CRI de vez em quando vai atuar fazendo muita gente se “coçar’,
como na marchinha do carnaval do passado o PÓ DE MICO.
Acredito que todos já sabem o porquê desta insistência.
Notadamente, penso eu e não existe outra forma de pensar, pois
acredito piamente que foi engavetado ou esquecido este projeto que
o qual seria e é de grande importância para população
bom-conselhense, pois, uma ACADEMIA em uma cidade representa e projeta
a cultura do povo que nela habita.
E, aí, fica uma pergunta no ar? Onde estão os nossos
valores culturais? Como se apresenta neste momento na comunidade?
Como guardamos a memória dos nossos valores, se não
temos um lugar apropriado para tal serviço. E os nossos escritores,
poetas gente portadores de cultura, como está a divulgar o
seu trabalho? Tenho percorrido varias livrarias e “sebos”
em nossa Capital do Recife, e em outros lugares que visito e sempre
vou à busca de algum trabalho dos nossos conterrâneos
e nada encontro.
Tenho insistido, sim, e vou continuar insistindo até o despertar
da comunidade, para este belíssimo projeto, pois acredito firmemente
que esta casa iria valorizar o bom nome de Bom Conselho para outras
plagas e que se tornariam fonte de interligação com
outras congêneres.
No entanto, é necessário que se “tenha vontade
política”, para concretizar não um sonho, mas,
sim um trabalho em prol da comunidade, como diz os políticos
no auge de suas falações na tribuna e nos comícios
antes das eleições. A nossa cidade querida necessita
deste avanço em possuir uma casa de cultura onde homens e mulheres
possam se comunicar, dialogar, e mostrar os seus trabalhos trazendo
benefícios para a cidade, no campo da literatura, da poesia,
de pesquisas e tantos outros fatos a fim de que possamos abrigar a
juventude do momento e do futuro. As novas gerações
precisam reverenciar e conhecer os seus conterrâneos que deixaram
plantada o seu ideal e o seu trabalho em prol da comunidade.
A meu ver, a Academia guardaria toda esta memória, mas depende
de nós e do nosso querer. Até breve!

José Antonio Taveira Belo / Zetinho
Olinda, 23 de março de 2011.