“MARIA MÃE DA IGREJA”
 

“Enquanto peregrinamos”,Maria será a Mãe
educadora da fé” (LG, 63)

Por ser a Mãe de Cristo, Cabeça da Igreja, que é o seu Corpo Místico, MARIA é também MÃE da IGREJA. O Papa Paulo VI declarou solenemente no Concilio Vaticano II: “MARIA é Mãe da Igreja, isto é, Mãe de todo o povo cristão, tanto dos fieis como dos pastores” (21/11/1964). Em 30/06/68, ele repetiu no Credo de Deus, essa verdade de forma mais incisiva: “Nós acreditamos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, mãe da Igreja, continua no Céu a sua missão maternal em relação aos membros de Cristo, cooperando no nascimento e desenvolvimento da vida divina nas almas dos remidos”.
Desde final do século dois, os cristãos do Egito e do Norte da África, onde havia mais de 400 comunidades cristãs, já invocavam como Mãe de Deus, na oração que talvez seja a mais antiga que a Igreja conhece: “Debaixo da vossa proteção nos refugiamos Santa Mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, Virgem gloriosa e bendita”.
Para cumprir a missão extraordinária de Mãe de Deus, MARIA foi enriquecida por Deus com todas as graças, e de modo especialíssimo com a graça de nunca conhecer o pecado: nem o original e nem o pessoal. Foi concebida no seio de sua Mãe, santa Ana, sem a culpa original.
Nós fiéis, homens do terço, devemos crer e afirmar verdadeiramente de que a devoção autêntica não consiste em sentimentalismo estéril e passageiro ou em vã credulidade, mas procede da fé verdadeira que nos leva a reconhecer a excelência da Mãe de Deus e nos incita a um amor filial para com a nossa Mãe, e à imitação da sua virtude.
A Virgem MARIA sempre deu provas claras do seu amor maternal à Igreja, especialmente nos momentos de dificuldades em que esta passou. Maria não vela apenas a Igreja. Tem um compromisso e um coração tão grande quanto o mundo e intercede ante ao Cristo Jesus, seu Filho por toda a humanidade. A fé popular põe nas mãos de MARIA, com rainha e mãe, o destino de todas as nações. O despertar de um amor filial, por MARIA, vem atraindo milhares de homens, que estavam ausentes e afastados deste amor oferecido gratuitamente. É Deus tocando nos corações endurecidos dos homens, despertando-os para uma nova vida de oração e, assim vivenciando o amor que Deus nos dá.
A recitação do Terço é uma maneira feliz de rendermos graças a Deus através da nossa querida Maria, Virgem Santíssima. Sentimos que a cada dia nos envolvemos mais com este amor que resplandece no horizonte, pelo qual nos chega á paz.
Nós, homens, nunca devemos esmorecer diante das dificuldades que aparecem em nosso caminho, pois a cada momento as tentações aparecem fortemente para desviarmos do caminho de Cristo. Sejamos fieis, na dor e na alegria a fim de obtermos a graça eficaz que Maria derrama sobre cada um de nós. Portanto, todos nós devemos proclamar alto e bom som que MARIA É A MÃE DA IGREJA, por todos os séculos e séculos. Amém. Creiamos nesta verdade.
José Antonio Taveira Belo

 

José Antonio Taveira Belo / Zetinho
E-mail - taveirabelo@hotmail.com