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Um dos grandes
desafios de nossas comunidades é formar cristãos que saibam
testemunhar as razões da própria fé. Facilmente encontramos
pessoas cansadas, desmotivadas, acomodadas, autoritárias, de mau
humor constante e descompromissado. Há desilusões e desencantos.
É preciso educar para a alegria e a coragem. Educar para a humildade,
a gratuidade, o não-imediato, mesmo que haja demorar em produzir
frutos. Formar o cristão para ética, para política,
para o respeito mútuo, paras honestidade pessoal e social, descobrindo
o verdadeiro sentido da vida, vivendo a mística da evangelização,
na experiência profunda, existencial e envolvente com a pessoa e
o projeto de Jesus Cristo.
Mas como viver tudo isto? A pessoa de Maria, Rainha dos Apóstolos
suscita em nós (Terço dos Homens) uma ternura especial para
viver primeiramente a nossa vocação, de modo que assim possamos
acompanhar a tantos outros. É essa pedagogia de mãe e serva
do Senhor que move o profundo de nossa ser, levando-nos a fazer a verdadeira
experiência com Aquele que nos chama. Maria é a mãe
que abraça com delicadeza o nosso desejo profundo de nos encontrarmos
com Jesus Cristo, verdadeiro Mestre, no qual se revela a nossa verdade.
Ela é mestra porque, entre os discípulos no dia de pentecostes
foi o sustento, esperança e formadora da Igreja nascente, dos novos
discípulos, na continuação do projeto de Deus.
Ela é também rainha de nossa caminhada, coroada com a oferta
que fazemos cotidianamente de nossa vida, na busca de aprofundar cada
vez mais o chamado de Jesus à santidade. Maria é serva ao
dizer “sim”, mesmo com medo e insegura. Ela acreditou no projeto
do Pai e nos ensinam a fazer de nossa vida uma resposta constante aquele
fatos de nossa história no qual necessitamos de um espírito
decidido. Com o seu sim, ela arisca tudo, mas se doa na liberdade para
se sentir plena de vida em seu ventre. É serva porque sai ao encontro
de quem mais precisa, e aqui podemos contemplá-la em sua visita
à sua prima Izabel.
A mãe de Deus e nossa se dispõe com prontidão a realizar
um gesto carregado de amor e gratuidade: aquela que se achava estéril
encontrou, na presença de Maria, a verdadeira vida que traz Jesus,
pois a criança estremeceu de alegria em seu ventre (cf. Lc 1,44)
A nossa esperança em Maria torna-se necessária a fim de
que possa ser nossa intercessora junto ao seu Filho Jesus e é através
da recitação do TERÇO que os homens vêm obtendo
a sua santificação.
José Antonio Taveira Belo
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