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Recentemente estive em Garanhuns e aproveitei o tempo para visitar os meus pais Antonio Taveira Zuza e Nedi Taveira Belo, na morada eterna. Comprei um molho de flores brancas na Ceasa e fui à companhia da minha esposa fazer esta visita sentimental, que inclusive também ela visitaria os seus pais. Chegamos por volta das 10h30min, no Campo Santo São Miguel sob um forte sol, estacionando aonde quatro crianças vieram desabaladas carreira em direção ao automóvel, dizendo: Vô vou tomar conta do seu carro. Vou olhar. Sentaram-se no meio fio e ficaram os quatros a discutirem quem iria receber a recompensa desta guarda. Entrei, no Cemitério São Miguel, segui diretamente para o tumulo dos meus inesquecíveis pais, e dos meus queridos sogros, visinhos até no cemitério. O tumulo branco cercado de algumas flores, aguada recentemente pela zeladora. Coloquei água no jarro e ali colocamos as flores, e nos pusemos a rezar algumas orações para aqueles que deram a sua vida para eu viver. Viveram para o aconselhamento aos seus filhos, dando-lhes educação, afeto e muito amor. Ali estava os restos de um corpo que até bem pouco tempo se fazia presente em nossa vida, hoje, ali esta somente a lembrança através das placas pregadas no mausoléu. Fiquei ali algum tempo meditando. Olhei as quatros placas, ali cravadas, a dos meus pais, a da minha Tia Carlinda Silveira Belo que tanto nos fez carinho quando da meninice em Bom Conselho, morando na Rua do Caborje, nas noites sentada em um sofá contando historia da carochinha para que fossemos dormir. Não se casou, ficou solteira toda a vida. Veio morar em Garanhuns, na casa da sua irmã Inácia na Rua Sargento Silvano Macedo, onde faleceu em 1992. Não gostava muito do meu pai, pois, ele muitas das vezes chamava “nomes”, como “peste” e “bubônica”, nas suas horas de descontentamento e ela saia imediatamente atordoada quando ouvia estes nomes. A outra, do meu querido sobrinho Tiago Correia, morrendo de um acidente automobilístico na estrada que ia para cidade de Caetés, quando ia realizar um trabalho da difusora e capotou, com o nosso veículo, vindo a falecer, no auge dos seus 23 anos de idade, com mais ou menos cinco meses no Hospital Monte Sinai e no Hospital Português em Recife. Quanta saudade deste seres humanos que conviveram conosco.
Desci um pouco, na mesma alameda, ali estava o tumulo que abrigava
os meus queridos sogros, Maria Correia da Silva e José Cordeiro
da Silva, conhecido em toda região do agreste como Zé
Gago, pessoas queridas que marcaram muito a minha vida. AUGUSTO
CALHEIROS Abaixo a Prefeitura Municipal de Garanhuns, homenageia o Augusto Calheiros: “Esta
feita a tua vontade Calheiros, aqui repousais Lembrei-me na saída do Campo Santo São Miguel, da seguinte musica do Calheiros, cantada muitas das vezes por minha mãe Nedi, em Bom Conselho, quando cuidava da nossa casa na minha querida Rua do Caborje, 120, onde nasci. Adeus meu Norte querido / Garanhuns e Boa Vista / terra onde me criei / Recife cidade da esperança / guardo sempre na lembrança / que um dia voltarei / Mas quem espera / quem espera sempre alcança / guardo sempre na lembrança / do meu Garanhuns voltar / lá no alto e das serras / lá do Alto do Magano / dá vontade de chorar / .....
José Antonio Taveira Belo / Zetinho
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