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COLUNA "
ROBERTO LIRA |
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RL:
Amigo JK, estava aqui deitado em uma rede......refletindo sobre a vida,
procurando reorganizar umas idéias, então, resolvi ativar
nossa “rede de conversações”, por isso aqui
estou. JK: “Quer uma resposta de mim, ou prefere descobrir por si mesmo? RL: Amigo compartilhador, como você sabe, nasci católico, participei de movimentos espíritas, fui membro da Sociedade Teosófica (Teosofia: corpo doutrinário que sintetiza Filosofia, Religião e Ciência), fui estudante da Fundação Logosófica por vários anos (Logosofia: doutrina ético-filosófica). Abandonei tudo isso. Mas, ainda, continuo buscando um sentido pra vida, assumi a tarefa de conhecer a mim mesmo e isso tenho feito ora solitáriamente, ora dialogando com os amigos que se dispõe a compatilhar compreensões e experiências. Por isso quero lhe ouvir, é hora de experimenar o seu “sapato”. JK:
“Para descobrir o que é verdadeira religião, você
precisa afastar tudo o que estiver no caminho dessa descoberta. Se você
tem muitas janelas coloridas ou sujas e quer ver a clara luz do Sol, precisa
limpar ou abrir as janelas, ou sair de casa. Da mesma forma, para descobrir
o que é verdadeira religião, você deve primeiro ver
o que a verdadeira religião não é, e pôr isso
de parte. Então poderá descobrir, porque, então,
haverá percepção direta. Vejamos pois o que não
é religião. RL: A caminhada que acabei de referir me proporcionou ter descartado tudo isso, pode prosseguir. JK: Religião, no verdadeiro sentido da palavra, não traz separação, não é? Mas, que acontece quando você é mulçumano e eu cristão, ou quando eu creio numa coisa e você nela não crê? Nossas crenças nos separam; portanto, nossas crenças nada têm a ver com religião. O fato de crermos ou não em Deus tem pouca significação; porque aquilo em que cremos ou em que deixamos de crer é determinado por nosso condicionamento, não é verdade? A sociedade em torno de nós, a cultura em que somos criados, imprime em nossas mentes certas crenças, certos medos e superstições a que chamamos religião; mas que nada têm a ver com religião. O fato de você crer de um modo e eu de outro depende, em grande parte, de onde tenhamos nascido, se nascemos na Inglaterra, na Índia, na Rússia ou na América. Assim sendo, crença não é religião, é apenas o resultado de um condicionamento. RL: De fato, refletindo sobre essa sua manifestação não é necessário ir muito longe para concordar com ela. Mesmo assim, as Religiões continuam atraindo milhões de seres que buscam “algo” além da sobrevivência física, por quê? JK: “Há, além disso, a busca da salvação pessoal. Quero estar seguro; quero atingir o ‘Nirvana” ou alcançar o céu; preciso encontrar um lugar junto de Jesus, junto de Buda ou à direita de algum deus particular. Sua crença não me dá satisfação profunda, conforto; por isso tenho minha própria crença. E será isso religião? Sem duvidam nossas mentes precisam estar livres de todas essas coisas para podermos descobrir o que é a verdadeira religião. RL: Então, para o amigo, o que é a verdadeira religião? JK:
“E será a religião simplesmente uma questão
de fazer o bem, de servir ou ajudar os outros” Ou será mais
que isso? O que não quer dizer que não devamos ser generosos
ou bons. Mas será só isso? Religião não será
algo muito maior, muito mais puro, vasto, expansivo do que qualquer coisa
concebida pela mente? RL: Obrigado amigo JK, vou fazer a minha parte: vou investigar tudo isso, reorganizar minhas idéias e caminhar SEM MEDO. Roberto Lira OBS.:
As manifestações de JK foram retiradas do livro “O
Verdadeiro Objetivo da Vida”, editora Cultrix, pgs. 98 e 99. |
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