COLUNA " ROBERTO LIRA
 



Mal-assombrador



Olá, saudoso companheiro, João Nelson!

Sei que você está “vivinho da silva”. Há uns dias atrás perguntei a minha mãe se você continuava aí na cidade dos “bons conselhos”. Na semana seguinte ela confirmou que você continuava aí, pois tinha lhe encontrado. Só assim, fiquei com a certeza que você continuava “correndo fogo” por essas paragens. Quanto a você nunca morrer, isso eu já tinha certeza, sei que isso nunca ocorrerá. Penso que você é daqueles que morre toda noite para a batalha do dia que passou e, desse modo, mesmo danando-se para os lados do cemitério não apagarás as “lamparinas do teu juízo”.
No seu “fogo corredor”, você se esqueceu de mencionar as passagens noturnas pela Chão de Estrelas do edifício Califórnia, em meio as “virgens ” da Boa Viagem quando tomávamos, ou pegávamos, umas e outras. Gostei de ser mal-assombrado, preciso desse mal-assombramento para sair de minha letargia em escrever. Vamos aproveitar a oportunidade e acabar com a barafunda do nosso universo da in-comunicação. Estou treinando para “alcançar” os amigos, mesmo à distância, com o veículo que agora estou utilizando. Quanto a ser seu guru teosófico só não esbravejo com você porque sei que continuas chistoso, ou é “gozador” mesmo, no bom sentido é claro. No final do ano estarei aí, para tomarmos umas é outras, não sei se com Maria Quatro Cabelos no Cabaré de Sabino, mas com certeza teremos companhias agradáveis. É hora da nossa comunicação ir para um intervalo, pois preciso ir treinar. Estou viciado em correr atrás de uma bolinha amarela com uma raquete na mão. O diabo do Tênis tem me seduzido muito mais que a “mardita” Kátia(chaça) dos bons tempos.

Saravá mal-assombro.

Roberto Lira