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Mal-assombrador
Olá, saudoso companheiro, João Nelson!
Sei
que você está “vivinho da silva”. Há uns
dias atrás perguntei a minha mãe se você continuava
aí na cidade dos “bons conselhos”. Na semana seguinte
ela confirmou que você continuava aí, pois tinha lhe encontrado.
Só assim, fiquei com a certeza que você continuava “correndo
fogo” por essas paragens. Quanto a você nunca morrer, isso
eu já tinha certeza, sei que isso nunca ocorrerá. Penso
que você é daqueles que morre toda noite para a batalha do
dia que passou e, desse modo, mesmo danando-se para os lados do cemitério
não apagarás as “lamparinas do teu juízo”.
No seu “fogo corredor”, você se esqueceu de mencionar
as passagens noturnas pela Chão de Estrelas do edifício
Califórnia, em meio as “virgens ” da Boa Viagem quando
tomávamos, ou pegávamos, umas e outras. Gostei de ser mal-assombrado,
preciso desse mal-assombramento para sair de minha letargia em escrever.
Vamos aproveitar a oportunidade e acabar com a barafunda do nosso universo
da in-comunicação. Estou treinando para “alcançar”
os amigos, mesmo à distância, com o veículo que agora
estou utilizando. Quanto a ser seu guru teosófico só não
esbravejo com você porque sei que continuas chistoso, ou é
“gozador” mesmo, no bom sentido é claro. No final do
ano estarei aí, para tomarmos umas é outras, não
sei se com Maria Quatro Cabelos no Cabaré de Sabino, mas com certeza
teremos companhias agradáveis. É hora da nossa comunicação
ir para um intervalo, pois preciso ir treinar. Estou viciado em correr
atrás de uma bolinha amarela com uma raquete na mão. O diabo
do Tênis tem me seduzido muito mais que a “mardita”
Kátia(chaça) dos bons tempos.
Saravá mal-assombro.
Roberto Lira
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