PEDRO
DE LARA – O excêntrico que deu certo.
São poucas as noticias deste bonconselhense, quase tudo que se
sabe a seu respeito é o que se vê e ouve pela televisão.
Infância de menino pobre, desde cedo já ajudava ao medico
da cidade, chamado Dr. Lessa. Eram recados, mandados e la ia Pedro de
Lara, como era conhecido.
Diante de quadro de tamanha pobreza, o pequeno Pedro resolveu partir
para outras terras. Lá se foi, com apenas doze anos de idade.
Após muitas lutas, estudo re dedicação, desponta
para o Brasil o esotérico Pedro de Lara, profundo conhecedor
dos segredos dos sonhos e da grafologia, alcançando grande sucesso.
Nunca voltou a sua terra natal, porem na ocasião do “campeonato
das cidades”, programa apresentado pela televisão Jornal
do Comercio, foi solicitada a sua presença e o mesmo compareceu,
contribuindo para a vitória na disputa com surubim, terra do
saudoso Chacrinha.
Sempre que fala de sua terra, de suas lembranças, fala de forma
folclórica e extravagante levando as pessoas a duvidar de sua
seriedade, porém suas verdades variam de acordo com suas fantasias.
Esta figura controvertida conseguiu vencer longe de sua terra e sempre
fala de seu Papacaça com carinho dos que amam sua terra natal.
VALORES
DO PASSADO
Entre os valores do passado podemos destacar a pianista Iracema Tenório
Braga, que em sua juventude chegou a dar concertos no teatro Santa Isabel,
no Recife.
D. Iracema ou vó Iracema como gostava que seus alunos a chamassem,
foi uma artista que viveu entre nós bom-conselhenses, com o seu
grande talento, ensinado os princípios de musica, piano e desenho
a varias gerações de jovens, ora no colégio são
Geraldo, ora em sua residência sempre com carinho, técnica
e talento.
Apos sua morte ficou esta lacuna que jamais foi preenchida.
Outro grande artista foi o pintor Joaquim Correntao, como era conhecido.
De Tamanho talento foi responsável pela pintura da igreja matriz
e da Ermida de santa Terezinha. Contavam os mais velhos, que certa vez,
ao procurar emprego de pintor, chegou a uma construção
e o mestre – de – obras não acreditou na sua capacidade
profissional. Percebendo o que se passava na cabeça do tal homem,
Joaquim ficou magoado e quando chegou a hora do almoço,todos
largaram e foram embora. Nosso artista resolveu dar uma lição;
desenhou e pintou uma mosca na parede que havia sido pintada. Quando
o mestre voltou, tentou varias vezes tirar o inseto até quando
percebeu perguntou quem era o autor de tal brincadeira Joaquim se apresentou
e falou que era sua. Apesar de esta com muita raiva, o mestre- de –
obras o contratou, pois reconhecera o seu talento.